7/31/2021 03:58:00 PM


Na coordenação das ações do governo, Casa Civil já tem muito trabalho


Flávia Arruda, ministra-chefe da Secretaria de Governo da Presidência da República - Foto: Marcello Casal Jr.

A ministra-chefe da Secretaria de Governo da Presidência da República, Flávia Arruda, acha que não há risco de esvaziamento de sua pasta, responsável pela articulação política, com a posse do senador Ciro Nogueira na chefia da Casa Civil.

Para a ministra, Ciro Nogueira na Casa Civil só fortalece o trabalho de articulação política.

Flávia Arruda foi indicada ao cargo pelo deputado Arthur Lira (PP-AL), presidente da Câmara, e o novo ministro, presidente nacional do PP, tanto quanto a ministra, são representações políticas dos partidos que compõem o chamado "centrão".

Ciro Nogueira e Flávia Arruda já fizeram várias reuniões "e seguem trabalhando juntos", segundo fonte da Secretaria de Governo. "Não há divisão, nunca houve", completou.

A Casa Civil coordena as ações e programas do governo como um todo, e seu titular seria uma espécie de "primeiro-ministro", inclusive com responsabilidades delegadas pelo presidente da República, como definir e assinar nomeações. Não deve sobrar muito tempo para atuar diretamente na articulação política.

Com informações do Diário do Poder.

 


O desafio de descentralizar redes sem perder o controle dos dados

Por Gabriel Amorim*

Especialmente nos últimos dois anos, com o crescimento das operações remotas, as redes empresariais migraram para as casas dos colaboradores ou para qualquer lugar de onde eles estejam trabalhando. Associada a uma urgência no fluxo de dados e no acesso a softwares importantes para o andamento das operações, essa descentralização acaba resultando em processos que ultrapassam os limites da TI.

Essa tendência de autonomia do usuário final no uso de equipamentos e aplicações, propiciada por um movimento de transformação digital apoiado pela Cloud Computing, é um dos fatores que promovem a Shadow IT, ou TI Invisível. Dessa forma, práticas operacionais, que vão da simples troca colaborativa de arquivos ao desenvolvimento de aplicativos com código baixo (Low Code e No Code), saem da autoridade dos departamentos especializados e ganham espaço em áreas de negócios como marketing, finanças e recursos humanos.

O ambiente multicloud - nuvens públicas, privadas e híbridas -, favorecido pela Edge Computing, é um impulsionador da Shadow It, provendo independência aos agentes envolvidos na execução de tarefas diárias, que ganham mais agilidade e poder de decisão. Para se ter uma ideia, dados do IDC divulgados em 2020 apontam que mais de um terço das empresas pesquisadas adquiriram mais de 30 tipos de serviços de nuvem de 16 diferentes provedores, somente em 2019.

Mas, se por um lado essa liberdade aumenta a eficiência e acelera processos, por outro o Shadow IT pode causar problemas como a exposição de informações críticas e, em casos severos, vazamentos e sequestro (ransomware) de dados. A IBM, por exemplo, revelou recentemente que 45% dos crimes cibernéticos relatados nos estudos de casos da IBM X-Force IRIS foram facilitados por aplicações baseadas em nuvem.

Além disso, o uso desmedido da infraestrutura, sem uma supervisão sistêmica pelas áreas de TI, pode resultar em despesas extras com espaço de armazenamento na nuvem por diferentes motivos, que incluem gastos desnecessários com máquinas virtuais não utilizadas (downtime). A possibilidade de áreas não técnicas desenvolverem aplicações próprias é outro gargalo, pois é comum a inclusão de módulos e funcionalidades que sobrecarregam a rede, obrigando as companhias anteciparem planos de ampliação do ambiente.

Nesse cenário, o desafio é aproveitar o melhor dos dois mundos, onde a tecnologia tenha maior aderência ao negócio e atenda necessidades mais específicas de departamentos e usuários, com a segurança necessária para proteção de dados e integração às metodologias internas para organização de arquivos e documentos digitais.

É responsabilidade do usuário utilizar com bom senso os recursos disponíveis, e a aculturação dos times para que os colaboradores tragam para si a missão de respeitar o compliance da organização, hoje, é parte integrante da governança corporativa. Em adição, as empresas podem contar com mecanismos de gestão e monitoramento que regulam as ações dos colaboradores em rede, a partir do login.

Com a iminente chegada do 5G e a consequente ampliação de uma cloud computing mais veloz e pulverizada, as empresas precisam estar preparadas para lidar com novas estratégias que otimizem o fluxo de dados, sem perder o controle da situação. Com ferramentas assertivas e políticas internas bem delineadas, é possível tirar a Shadow IT das sombras e torná-la uma aliada da produtividade.

*Gabriel Amorim é Sales Engineer da Populos



Depois de anos de espera e por determinação do governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB), e muita cobrança da deputada distrital, Jaqueline Silva (PTB), mais espaços de lazer e estudo para os jovens e as crianças de Santa Maria foram entregues. Em visita a Santa Maria, o governador entrega a primeira etapa das obras de implantação do Parque Ecológico e reinaugura a Biblioteca Monteiro Lobato. Ibaneis entregou a primeira etapa das obras de infraestrutura do Parque Ecológico, localizado na Quadra Central 1, em Santa Maria


Foto: Renato Alves.

Após participar da cerimônia de inauguração da rodoviária de Santa Maria, na manhã nesta sexta (30), o governador Ibaneis Rocha inaugurou dois equipamentos públicos para aquela comunidade. Entregou a primeira etapa das obras de infraestrutura do Parque Ecológico, localizado na Quadra Central 1, e as novas instalações da Biblioteca Pública Monteiro Lobato, na QR 315.

Na área do parque, o governador conferiu as novas estruturas construídas no local: parquinho infantil, ponto de encontro comunitário (PEC), quadras de areia e poliesportiva e pergolado ao ar livre. Esse primeiro estágio da implantação do Parque Ecológico começou em março e recebeu investimentos de cerca de R$ 492 mil da Companhia Imobiliária de Brasília (Terracap).

"Aqui não existia nada, e com a participação do Brasília Ambiental, da Terracap e da Novacap [Companhia Urbanizadora da Nova Capital], todo mundo trabalhando em conjunto, pudemos trazer essas melhorias. Já fico feliz de ver crianças e jovens aqui se divertindo", ressaltou Ibaneis Rocha.

O presidente do Instituto Brasília Ambiental, Cláudio Trinchão, comemorou o avanço nas obras. "As intervenções representam mais uma importante conquista para esta gestão. É uma demanda antiga da região que está sendo atendida pelo governo. Seguimos trabalhando para garantir toda a infraestrutura necessária nas unidades de conservação geridas pelo instituto, sempre priorizando a preservação dos espaços ecológicos e o bem-estar da população", destacou.

Conhecimento com zelo
A Biblioteca Pública Monteiro Lobato, que tem um acervo com mais de nove mil títulos, teve o piso e o forro trocados, entre outros benefícios

A última parada da comitiva do governador em Santa Maria foi na Biblioteca Pública Monteiro Lobato, oficialmente reinaugurada nesta sexta (30). A unidade passou por reforma completa, fruto de um investimento de aproximadamente R$ 191 mil, originários de emenda parlamentar da deputada distrital Jaqueline Silva.

Inaugurada em 1995 e com um acervo de mais de nove mil títulos, a biblioteca recebeu obras como a troca do piso e forro, revisão de instalação elétrica e hidráulica, instalação de novo aparelho de ar-condicionado e câmeras de vigilância, manutenção de alambrados e reforma dos banheiros, que agora contam com recursos de acessibilidade.

"Reinaugurar essa biblioteca é trazer um outro espaço para que os jovens e adolescentes daqui possam se dedicar aos estudos, possam se dedicar ao ensino. Fico feliz de fazer parte disso", finalizou o governador.

 


Dieta é estruturada de acordo com a modalidade e a intensidade do esporte praticado

 

Os olhos de todo o mundo estão voltados para Tóquio. A capital do Japão é a sede dos Jogos Olímpicos, que chega a sua 32ª edição depois de ter sido adiado de 2020 para 2021, em meio a uma pandemia que afeta todo o planeta.

 

Para o sucesso no esporte, não apenas o treinamento físico é importante. A nutrição correta dos esportistas também é um fator de grande relevância para que eles tenham a energia necessária a fim de enfrentar todo o esforço envolvido e evitar a fadiga muscular. A professora do curso de Nutrição da Estácio, Marcella Tamiozzo, explica que não existe uma dieta específica para cada tipo de esportes, mas para a escolha do tipo correto de alimentação, as modalidades podem ser divididas em três categorias:

 

- A primeira categoria é a dos esportes de longa duração ou resistência, como maratona, natação e ciclismo, onde o consumo calórico chega a ser altíssimo, porque o atleta necessita de muita energia para ter um bom desempenho. Neste caso, o consumo de carboidrato e a hidratação adequada antes, durante e após a competição, são fundamentais, detalha.

 

A segunda categoria é dos esportes de peso, como boxe e judô, e dos esportes mais estéticos, como nado sincronizado e ginástica olímpica.

 

- Neste caso, controle de peso é fundamental, sendo muitas vezes necessário uma dieta equilibrada, que deve fornecer os nutrientes que o atleta precisa, porém, o nível de caloria deve ser mais controlado a fim de atingir o peso adequado para a competição, explica.

 

Na terceira categoria, a nutricionista cita os esportes da modalidade de força, como levantamento de peso, em que a dieta visa favorecer o ganho de massa muscular e onde, muitas vezes, é necessária até mesmo a utilização de alguns suplementos.

 

Marcella salienta que a dieta dos atletas nas competições é diferente daquela que eles devem seguir durante o treinamento.

 

- A dieta não é a mesma, porque o treinamento durante o preparo pode ter duração e intensidade diferentes do dia da competição em si. Existem preparos em que o atleta treina 8 horas por dia, e na competição a duração é menor. A dieta deve ser calculada com base nos dois fatores: tempo e intensidade. Quanto maior for a intensidade e o período da competição, maior é a necessidade energética.

 

Já no dia da competição, Marcela Tamiozzo indica que é preciso estar atento ao tipo de alimento consumido, pois existem fatores como a digestibilidade do alimento, que pode acabar influenciando no rendimento do atleta.

 

- O dia da competição não é hora de experimentar refeições novas, e sim ingerir alimentos já conhecidos para que não ocorra problemas digestivos e acabe prejudicando o atleta, frisa.

 

E para quem acha que vida de esportista é fácil, a professora destaca que a educação alimentar deve ser uma filosofia de vida para o atleta, além de ter que fazer um controle do tipo de alimento e quantidade que ingere.

 

- Sabemos que alguns tipos de alimentos fonte de gorduras saturadas, gorduras trans e açúcar, podem desencadear problemas de saúde, como aumento de colesterol, triglicerídeos e glicose, e isso pode prejudicar a saúde do atleta e seu desempenho. Estas mesmas regras na hora de escolher a alimentação valem também para quem não é atleta profissional, mas gosta de praticar esportes e quer manter uma vida equilibrada e saudável, concluiu a professora da Estácio.



O governador Ronaldo Caiado, ao lado da presidente de honra da Organização das Voluntárias de Goiás (OVG) e coordenadora do Gabinete de Políticas Sociais (GPS), primeira-dama Gracinha Caiado, anunciou a abertura de 5 mil vagas do Programa Aprendiz do Futuro, nesta quinta-feira (29), em evento no Palácio das Esmeraldas, em Goiânia


Fotos: Lucas Diener.

O projeto do Governo de Goiás, desenvolvido por meio da Secretaria de Desenvolvimento Social (Seds), tem como objetivos a promoção da inclusão social, aumento na renda familiar, melhoria na qualidade de vida e garantia da permanência do jovem na escola.

Os adolescentes selecionados serão contratados para aprendizagem profissional em órgãos estaduais e passarão por cursos de qualificação técnica, voltada ao mercado de trabalho, e terão o desempenho escolar acompanhado. Além do pagamento do programa, no valor de R$ 516,66, eles terão direito a vale-alimentação no valor de R$ 150, vale-transporte, 13º salário, seguro de vida e uniforme.

Para Caiado, a iniciativa evidencia uma mudança de cenário no Estado de Goiás quando o assunto é a atenção aos jovens que buscam a primeira oportunidade profissional. "O programa tem que ser educativo e profissionalizante. Temos que dar oportunidade a esses jovens", ressaltou o governador.

Caiado defendeu ainda a missão do programa de promover apoio àqueles que realmente precisam do Governo do Estado. "Serão 5 mil jovens que estariam excluídos da possibilidade de serem bons profissionais; que não teriam esperança de galgar uma posição melhor e ter uma condição de vida melhor", declarou ao defender o propósito de transformação do futuro.

Ao mencionar o processo multidimensional para a seleção dos beneficiários do programa, a primeira-dama Gracinha Caiado defendeu que o Governo do Estado está "no caminho certo para cuidar das pessoas". "É a certeza da mão do Estado estendida àqueles que realmente precisam", reforçou. Ao falar sobre os critérios para a escolha dos bolsistas, a primeira-dama lembrou que a atenção aos vulneráveis está acima de questões partidárias. "O governador Caiado faz política com os políticos e olha que ele é bom nisso. Agora, quando nós falamos em apoio social, o importante é o resultado. Não podemos fazer política com as pessoas que tanto esperam a mão estendida e apoio do governo", endossou.

Durante a solenidade, Caiado anunciou também a entrega de 5 mil tablets para todos os jovens que participarão do Aprendiz do Futuro. O Governo de Goiás garantiu 4 mil equipamentos e a Rede Nacional de Aprendizagem Promoção Social e Integração (Renaspi), parceira do Programa, mais mil unidades. Além disso, os participantes que apresentarem melhor desempenho serão contemplados com bolsas de estágio, na modalidade de intercâmbio na Espanha.

Vale lembrar que as inscrições do programa começam no próximo domingo, 1º de agosto, e seguem até o dia 15 do mesmo mês. O projeto contemplará menores de 14 e 15 anos, dos 246 municípios goianos. "Temos a responsabilidade de dar aos jovens condições mínimas de qualidade de vida", frisou Caiado.

Contratação
De acordo com o secretário de Desenvolvimento Social, Wellington Matos de Lima, o Aprendiz do Futuro chega com uma nova proposta. "O objetivo é oferecer oportunidades com incentivo aos estudos e à capacitação. Vamos auxiliar o dia a dia desses jovens, mas vamos também consolidar um futuro de sucesso", comemorou.

Já o vice-governador Lincoln Tejota ressaltou o fortalecimento das políticas sociais no Governo do Estado que, hoje, tem programas reais para "acolher as pessoas mais carentes". "O que estamos entregando para esses jovens não é uma vaga de trabalho, estamos entregando uma perspectiva de um futuro diferente", afirmou.

A presidente da Renaspi, Raquel Barbosa, enalteceu a iniciativa governamental de incluir os jovens no mercado corporativo. "Goiás está saindo na frente. Não é apenas a realização de um trabalho social, mas um legado que vai alcançar inúmeras famílias diretamente e indiretamente", defendeu.

"Investir nos nossos jovens, no futuro do nosso Estado, é aplicar os recursos com responsabilidade", salientou o presidente da Assembleia Legislativa, Lissauer Vieira, ao expor que, em ações como esta, percebe-se que o Governo, sob a condução de Caiado, está "atento às necessidades da população".

O deputado estadual Henrique Arantes afirmou que vê o estabelecimento do programa "com esperança" e reconheceu que a proposta resulta da condução eficiente da gestão. "O Estado está sim avançando e tendo capacidade de investir, vocês fizeram gestão bem feita para que os recursos sejam aplicados em programas como este", frisou.

Qualificação Técnica
O Aprendiz do Futuro visa ainda contribuir para a formação e qualificação técnico-profissional destas pessoas. Por isso, os cursos oferecidos estão entre as principais demandas do mercado e as disciplinas escolares básicas, como português e matemática, serão reforçadas.

Segundo dados apresentados pelo secretário de Desenvolvimento Social, Wellington Matos de Lima, houve um crescimento do número dos jovens que trabalham e não estudam de 18% para 22%. "É importante ressaltar que a crise econômica afetou também o envolvimento escolar desses jovens. Nosso papel é construir uma ponte entre o momento de dificuldade e a recuperação tão esperada. E não há ponte melhor que oportunidade", finalizou.

Prestigiaram o lançamento do programa os secretários de Estado Bruno D'Abadia (Administração) e Tony Carlo (Comunicação); os presidentes  Rivael Aguiar (GoiásFomento), Haroldo Naves (Federação Goiana dos Municípios – FGM – e prefeito de Campos Verdes) e Carlão da Fox (Associação Goiana dos Municípios – AGM –  e prefeito de Goianira); o prefeito de Anicuns, Paulo César  Nascimento; o vice-prefeito de Anicuns, Domingos Valadão; e o vice-presidente da Agência Goiana de Habitação (Agehab), Luiz Sampaio.

 

Algumas empresas oferecem opção de escolha aos colaboradores neste momento de readaptação; especialista comenta novos desafios para gestão de pessoas no modo híbrido 

Com a evolução do Plano Nacional de Imunização contra a Covid-19, muitas das empresas que adotaram o trabalho remoto durante a pandemia passam a analisar se já é possível o retorno às atividades presenciais. Mas como decidir? Enquanto muitos colaboradores anseiam pelo retorno ao ambiente de trabalho, outros se adaptaram muito bem ao home office.

Segundo o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), em novembro de 2020, cerca de 7,3 milhões de profissionais estavam trabalhando à distância para evitar a disseminação do novo coronavírus. Entretanto, desde 2018 já era possível observar um crescimento nesse movimento. Segundo o IBGE, naquele ano, cerca de 3,8 milhões de brasileiros já trabalhavam de casa, com um crescimento de 21,1% em relação a 2017.

Como a pandemia acelerou ainda mais esse movimento, a tendência é que a flexibilidade do local de trabalho seja adotada por muitos. Agora, é a vez do modelo híbrido de trabalho. 

Na Rui Cadete Consultores, metade da equipe segue trabalhando em casa e metade já retornou à empresa, divididos de acordo com a decisão de cada colaborador. “Nós demos à nossa equipe a possibilidade de escolha sobre como querem continuar trabalhando. Alguns ainda estão com receio de voltar ao trabalho presencial, ou se adaptaram muito bem ao home office, já outros preferem a rotina presencial, e assim vamos operando de forma que todos estejam confortáveis”, conta Ana Cláudia Medeiros, gestora do setor de Gestão e Gente da empresa.

O especialista em Gestão Estratégica de Pessoas e professor da Estácio, Eder Medeiros, aponta que esse formato híbrido já é uma tendência muito forte em outros países e afirma que essa pode ser uma excelente oportunidade de as empresas nacionais atualizarem sua forma de operar. 

“No Brasil, muitos empresários ainda valorizam a gestão engessada, presencial, porque associam isso à produtividade e, por esse motivo, devemos demorar a ter uma adesão forte ao modelo híbrido de trabalho, mas já observamos a diminuição da necessidade de presença física, com isso acontecendo apenas em reuniões esporádicas, e essa tendência deve ser puxada pelas empresas mais jovens, como as startups de tecnologia”, analisa o docente. 

Novo momento, novas necessidades

Segundo Eder, uma das dificuldades que os gestores vão enfrentar nesse novo momento no mercado de trabalho é mostrar para as duas equipes - presencial e à distância, que ambas fazem parte do mesmo time. “Além disso, acompanhar os que estão no trabalho remoto para que continuem desenvolvendo suas funções dentro da cultura organizacional e de acordo com a missão da empresa”, afirma.  

Já do colaborador, serão exigidas novas habilidades como a adaptabilidade às novas rotinas e o domínio sobre as novas tecnologias que possibilitam esse trabalho à distância. “Muito importantes serão também a autoliderança e a autonomia na organização de demandas, porque não vai haver um chefe ali do lado cobrando, mas os resultados precisam ser entregues da mesma forma, ou até melhores”, adianta Eder.

Para Ana Cláudia, a empresa deve também oferecer suporte à equipe neste momento de retorno não só em estrutura física, de maquinário, mas também no que se refere a uma assistência psicológica. 

“Se o colaborador tem medo de perder o emprego, de não dar conta das demandas, da pressão do superior ou de adoecer, todos esses fatores impactam em sua produtividade. Então, o empresário precisa conversar de maneira aberta sobre toda essa situação com as pessoas: se a empresa é pequena, vai de um a um; se for maior, cabe aos líderes terem essa conversa”, orienta.

Ela relata que um dos principais pontos de atenção da Rui Cadete neste momento é garantir que a empresa seja um ambiente seguro para os que decidem retornar, bem como direcionar uma atenção especial à saúde mental da equipe. 

“Na Rui Cadete temos um momento para falar sobre emoções, uma espécie de bate-papo. Alguns assistem online e outros estão presencialmente, ocorre sempre na última sexta-feira do mês, quando falamos sobre raiva, frustração, gratidão, esperança. Temas que eles escolhem”, exemplifica. 

De acordo com a gerente de RH, fazer com que o colaborador entenda que não são só eles que sentem angústia e medo, e oferecer um espaço seguro para o diálogo é essencial para esse momento ainda de incertezas. 

“Temos muito contato com os colaboradores para entender suas dores, disponibilizamos o serviço de uma psicóloga clínica na empresa para atendê-los, porque cada um tem uma história de fragilidade decorrente da pandemia. E esse suporte é fundamental para que possam seguir com suas vidas tanto profissional, quanto pessoal”, relata.

7/31/2021 09:03:00 AM


Com a implantação do ponto eletrônico em todos os órgãos da estrutura municipal, o governo do prefeito Fábio Correa reforça uma de suas principais marcas: a transparência. Dos 25 municípios consultados que compõem a Região Integrada de Desenvolvimento (RIDE), apenas 8 (32%) utilizam ponto eletrônico

Foto: PMCO.
 
O respeito com a coisa pública sempre foi uma das principais bandeiras da atual gestão. Não por acaso, dentre os municípios com mais de 50 mil habitantes, Cidade Ocidental ocupa o segundo lugar em transparência no estado de Goiás, segundo ranking formulado pela Controladoria Geral da União (CGU). Por sua vez, o Tribunal de Contas dos Municípios (TCM) recentemente classificou Cidade Ocidental em primeiro lugar dentre os municípios do Entorno no quesito transparência.

Sobre a instalação dos 67 pontos eletrônicos nos departamentos do governo municipal, essa conquista da atual gestão, além de ser uma ferramenta de fiscalização e controle de frequência nos órgãos da prefeitura, também busca garantir tratamento igualitário aos servidores. Esse controle também proporciona mais celeridade na administração, e contribui para melhorar o trabalho e o atendimento à população. Além de Cidade Ocidental, dos municípios que integram a RIDE, apenas Cristalina-GO, Alexânia-GO, Alto Paraíso de Goiás, Cocalzinho-GO, São João d' Aliança-GO, Unaí-MG e Buritis-MG utilizam esse tipo de controle. Os demais municípios declararam utilizar folha de ponto impressa para controlar a frequência dos servidores.  

Outro fator positivo é que não foi necessária a aquisição de equipamentos para a implantação do sistema em Cidade Ocidental, visto que a instalação ocorreu em equipamentos da própria estrutura de governo, ou seja, a empresa responsável fornece a instalação, a tecnologia e os equipamentos. O município paga apenas uma mensalidade pelo uso do serviço.

Serviço: Os servidores podem tirar dúvidas sobre a utilização do sistema na Secretaria de Administração.
Telefones: 61 3605-3079.
Endereço: 12, Quadra 01, Lote 20, Centro, Cidade Ocidental-GO
Horário de Funcionamento: Segunda a Sexta das 08h às 12h e das 14h às 18h.

Com informações da PMCO.



Centro Dia do Idoso vai proporcionar aos idosos lazer, descanso e cuidados profissionais durante o horário comercial


Foto: Bruno Velasco

A inauguração, nesta quinta-feira, 29, do Centro Dia do Idoso Vilma Rodrigues, em Anápolis, é resultado de um projeto idealizado pela saudosa vereadora que dá nome ao local sonhou e o poder executivo municipal colocou em prática. O Centro é todo preparado para atender idosos acima de 60 anos, cujas famílias estão em situação de vulnerabilidade social e que precisam de apoio para cuidar de seus entes em horário comercial – enquanto trabalham ou estudam.

Emocionada, a primeira-dama, Vivian Naves, falou do olhar cuidadoso para com o outro. "Dona Vilma mora no meu coração. Era uma das primeiras pessoas a passar lá em casa de manhã para me levar conhecer pessoas e abrigos. Um dia, ela me disse que, quando ela não estivesse mais aqui, gostaria que eu continuasse esse trabalho. E eu faço isso todos os dias. A dona Vilma me inspira", disse com voz embargada.

O filho de Vilma Rodrigues, delegado Manoel Vanderic, afirma que esse era o grande sonho de sua mãe, mas entende que há muitas pessoas envolvidas no resultado final. "A estrutura aqui é toda nova e vai permitir que os idosos recebam um cuidado especial", explica sobre o atendimento que será dado a até 30 usuários.

"Estamos atendendo uma demanda da população. Hoje temos um local próprio para que a família anapolina deixe seu idoso, sem perder o vínculo familiar, já que é um serviço que dura 10 horas por dia. Ou seja, cuidamos da pessoa que você ama, enquanto você possa trabalhar ou estudar", finaliza o prefeito Roberto Naves.

Estrutura
São 344 metros quadrados de área construída – com salas para repouso, ambulatório, atividades individuais e coletivas, de convivências, copa/cozinha, almoxarifado, refeitório, banheiros e área externa com academia. "É uma estrutura moderna e totalmente voltada para idosos", diz o secretário de Obras, Francisco Lacerda.



O governador Ronaldo Caiado lançou, nesta sexta-feira (30), em evento no Teatro Goiânia, o Programa Retomada Cultural, que contempla ações em apoio ao segmento, um dos mais afetados pela pandemia de Covid-19. "Resgatamos toda esta classe que sofreu duramente", disse durante pronunciamento, ao citar que os artistas "ficaram sem público e sem perspectiva de tê-lo"


Entre as medidas, estão a efetivação do Plano Estadual de Cultura, abertura de posto de atendimento do Programa Mais Crédito, bem como os projetos Evento Cultural Seguro, Contrapartida Cultural/FCO e Juventude Cultural. "Tenho orgulho em iniciar a retomada", destaca o governador. A consulta pública para elaboração do Plano Estadual de Cultura está aberta no site da Secult Goiás , etapa anterior ao envio para apreciação dos deputados estaduais.

As medidas também contemplam implantação da Casa da Cultura Goiana, prevista para até o final de 2022, restauro e requalificação de igrejas tombadas pelo Estado de Goiás, além de desconto na locação dos espaços culturais para artistas goianos enquanto durarem os efeitos da pandemia.

Em breve, também serão lançados o Circuito Cultural em municípios do interior: os festivais de Artes de Porangatu, de Música Canto por Todos os Cantos, além dos já tradicionais Canto da Primavera, Internacional de Cinema Ambiental 2021 e Fica Itinerante, que alcançará 18 municípios.


Fotos: Wesley Costa.

O governador assegurou recursos para todos os projetos apresentados. "Só venho a um evento e lanço um programa no momento em que o dinheiro está depositado em caixa. Qualquer evento que o Governo de Goiás fizer sob minha gestão, as pessoas terão certeza absoluta que vão receber o dinheiro", frisou. "Não se governa com esperteza, mas com qualidade de gestão, transparência e eficiência", acrescentou.

Já o vice-governador Lincoln Tejota salientou que, desde o início da crise sanitária, o Estado tem recebido diversos integrantes do segmento, a fim de "trazer respostas a um setor tão importante". Afirmou ainda que "cabe a nós construir um Estado acolhedor para o setor cultural, que também vai perceber que tem um governador que valoriza, que tem um coração aberto e sensível às artes".

Programa Contrapartida Cultural – FCO prevê apoio a iniciativas culturais por empresas interessadas em obter acesso ao crédito facilitado do Fundo Constitucional de Financiamento do Centro-Oeste (Foto: Wesley Costa)

Recuperação
Mais um projeto de incentivo é o Contrapartida Cultural – FCO, que prevê apoio a iniciativas culturais por empresas interessadas em obter acesso ao crédito facilitado do Fundo Constitucional de Financiamento do Centro-Oeste (FCO). Regionalizar o segmento em Goiás também é uma das metas.

O governador defendeu que o crédito chegue em todas as regiões para que possa "aflorar cada vez mais a cultura". Ele citou "aqueles que ficaram penalizados, durante todo esse tempo" e defendeu que "tenham perspectiva de voltar às suas atividades".

Um posto de atendimento do Programa Mais Crédito, gerido pela Secretaria de Estado da Retomada, foi montado na Vila Cultural Cora Coralina, no Centro de Goiânia para esclarecer dúvidas e apresentar opções de linhas de crédito aos profissionais do setor artístico.

Servidores da Secult Goiás foram treinados para atender agentes culturais que precisarem de informações sobre renegociação de débitos junto à pasta. Os agentes culturais atendidos nesta sexta-feira (30) agendaram a ida ao local, para evitar aglomerações. O serviço continuará funcionando, por telefone.

"Todo empresário e agente da Cultura vai ter espaço para poder pleitear sua linha de crédito", salientou o titular da Secult Goiás, César Moura.

O secretário destacou outra importante medida do Governo de Goiás: o lançamento de 20 novos editais da Lei Aldir Blanc de Emergência Cultural. Os recursos a serem distribuídos somam quase R$ 40 milhões. A verba abrange cerca de 2,5 mil projetos do segmento cultural goiano.

As inscrições ao processo seletivo foram abertas na última terça-feira (27), pela plataforma Mapa Goiano, no site da Secretaria da Cultura. Moura exaltou o empenho do governador e da equipe da Pasta, a fim de garantir que os recursos sejam captados. "Muito se ouve que é uma lei federal, mas o governador teve que fazer um decreto, a equipe da Secult teve que fazer 20 editais", observou o secretário. Segundo ele, Caiado foi o primeiro a fazer uma lei para garantir o uso do recurso.

Haverá ainda a Juventude Cultural, uma ação ligada à Secult Goiás, à Secretaria de Estado de Educação (Seduc) e à Universidade Federal de Goiás (UFG). A meta é levar arte para cerca de meio milhão de estudantes da rede estadual de ensino.

Evento Cultural Seguro
A Secult Goiás também divulgou detalhes do projeto que engloba protocolos para reabertura dos espaços culturais estaduais, que funcionarão como base para locais e eventos privados, conforme o avanço da vacinação.

O protocolo inclui comprovante de vacinação e/ou teste negativo para Covid-19 nas últimas 48 horas, tapete sanitizante, aferição de temperatura, disponibilização de álcool gel, poltronas separadas, uso obrigatório de máscara, respeito ao distanciamento de 1,5 m entre os frequentadores de núcleos familiares diferentes e proibição do consumo de alimentos e bebidas no interior dos espaços durante eventos.

No último dia 17 de julho, o Governo de Goiás realizou, de forma híbrida, a 4ª Live Cultural Solidária, em parceria com o 2° Arraiá Goiânia. O evento, que funcionou como teste para os protocolos de biossegurança contra a Covid-19, reuniu, também no Teatro Goiânia, 121 pessoas que já haviam recebido, ao menos, uma dose de vacina ou que testaram negativo para a doença.

Quem participou passa por monitoramento, via formulário com perguntas sobre rotina e possíveis sintomas, enviado semanalmente, aos presentes no evento. O monitoramento dura três semanas e, ao final, será gerado um relatório.

Repercussões
Por meio de mensagem de vídeo exibida na solenidade, agentes culturais ressaltaram a importância do Programa Retomada Cultural.

"Neste momento em que o setor cultural, em especial as artes que represento, enfrenta seríssimas dificuldades tanto de ordem financeira como emocional, saúdo Caiado pela abertura dos espaços culturais, com todos cuidados de proteção, trazendo uma luz ao setor", disse o presidente da Associação Goiana de Artes Visuais (AGAV), Valdir Ferreira dos Santos.

"A Retomada Cultural vai permitir o retorno das atividades nos espaços públicos", destacou Mano CDJ. A presidente do Conselho Brasileiro da Dança e do Stúdio Dançarte, Gisela Vaz, ressaltou a "sensibilidade do governador, visto que desde o início da pandemia estamos sem atuar".

Presidente do Instituto Histórico e Geográfico de Goiás (IHGG), o promotor de Justiça Jales Mendonça cumprimentou Caiado pela inauguração do Palácio da Instrução, no último sábado, na cidade de Goiás, o qual considera "um dos imóveis mais importantes do Estado, fazendo um gesto de grande valia para nosso patrimônio histórico".

Jales Mendonça salientou que o Programa Retomada traz em seu bojo o início da consulta pública ao Plano Estadual de Cultura "que se transformará não em um plano de governo, mas um plano de Estado, após aprovado pela Assembleia Legislativa e sancionado pelo governador do Estado."

Música e artes plásticas
A solenidade contou com apresentação musical do cantor Fernando Manso, camerata da Orquestra Sinfônica Jovem de Goiás, com regência do maestro Eliel Ferreira, e participação da cantora Cristiane Cabral. Houve, ainda, a entrega simbólica de 18 instrumentos musicais para municípios goianos, possibilitada graças ao acordo de cooperação entre Secult Goiás e a Fundação Nacional de Artes (Funarte).

Após a solenidade, o governador vistoriou a Vila Cultural Cora Coralina, ao lado do Teatro Goiânia, onde conferiu a exposição do artista plástico Pitágoras Lopes Gonçalves, que disponibilizou 11 obras criadas entre 2020 e este ano, e ainda uma exibição do violinista Lukas Santana.

Presença
Estiveram presentes também o secretário-geral de Governo, Adriano da Rocha Lima; os secretários de Estado Wellington Matos de Lima (Desenvolvimento Social), Marcio Cesar Pereira (Desenvolvimento e Inovação) e Tony Carlo (Comunicação); o ex-deputado e ex-presidente do Tribunal de Contas dos Municípios (TCM), Eurico Barbosa; presidentes Fabrício Amaral (Goiás Turismo) e Rivael Aguiar (GoiásFomento); secretário municipal de Cultura de Goiânia, Zander Fábio Alves da Costa; e o superintendente Centro-Oeste do Banco do Brasil, Gustavo Henriques da Rosa.

Ainda o escritor Bariani Ortêncio, presidente do Instituto Cultural de mesmo nome; a vice-reitora da Universidade Federal de Goiás, Sandramara Matias Chaves; a diretora da Escola do Futuro em Artes Basileu França, Lóide Magalhães; os presidentes da União Brasileira de Escritores-Seção Goiás (UBE-GO), Ademir Luiz; da Associação Goiana de Imprensa (AGI), Valterli Guedes; da Academia Goiana de Letras (AGL), Ubirajara Galli; da banda de música de Jaraguá, Paulo Antônio Gonçalves; presidente executivo da Associação Pró-Desenvolvimento Industrial do Estado de Goiás (Adial Goiás), Edwal Portilho, e o coordenador da Adial Talentos, Alfredo Rocha.

7/30/2021 07:08:00 PM


Depois de 30 anos de espera e por determinação do governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB), e muita cobrança da deputada distrital, Jaqueline Silva (PTB), Santa Maria ganha seu 1º terminal rodoviário, que teve recursos de quase R$ 5 milhões e gerou dezenas de empregos, beneficiará cerca de 120 mil pessoas, a comunidade também ganha uma frota de 75 novos ônibus



Os 120 mil habitantes de Santa Maria comemoram nesta sexta-feira (30) a entrega do primeiro terminal de ônibus da cidade, uma demanda aguardada há quase 30 anos. Localizado na Quadra 401, o espaço recebeu investimentos na ordem de R$ 4,8 milhões e gerou mais de 150 empregos. A cerimônia de inauguração do ponto de ônibus contou com a presença do governador Ibaneis Rocha, secretários, parlamentares e gestores do governo.

A rodoviária local será ponto de partida de linhas de ônibus circulares e linhas alimentadoras do BRT. A estrutura também poderá ser utilizada para fazer a integração com as linhas do semiurbano do Entorno do DF | Foto: Tony Oliveira / Agência Brasília

O Terminal Rodoviário de Santa Maria ocupa 2,5 mil metros quadrados dos 16 mil metros quadrados do terreno onde foi erguido. Ele tem dez boxes para embarque e desembarque de passageiros, 53 baias de ônibus e um estacionamento com capacidade para 60 veículos e 25 motocicletas, além de bicicletário e paraciclo.

Santa Maria ainda vai receber uma frota nova de 75 ônibus
A estrutura ainda dispõe de banheiro com acessibilidade e lanchonete. Tudo que a população precisa para pegar o transporte público com conforto e comodidade. O governador Ibaneis Rocha destacou que a cidade recebeu em seu governo um investimento de R$ 130 milhões para melhorar a qualidade de vida na cidade.

"Quem merece nosso trabalho é o povo. É o povo que está aqui e vai usufruir desse terminal, que vai usufruir das escolas que nós reformamos. Mas há muito a se fazer e nós vamos fazer porque Santa Maria merece muito mais", afirmou o governador Ibaneis Rocha durante a entrega do terminal.

A rodoviária local será ponto de partida de linhas de ônibus circulares e linhas alimentadoras do BRT. A estrutura também poderá ser utilizada para fazer a integração com as linhas do semiurbano do Entorno do DF. O secretário de Transporte Mobilidade (Semob), Valter Casimiro, disse que "é uma satisfação dar um pouco mais de conforto a quem utiliza o transporte público em Santa Maria". Segundo ele, a cidade ainda vai receber uma frota nova de 75 ônibus zero quilômetro.

Líder comunitário de Santa Maria, Natan Rodrigues elogiou a entrega. "Foram 30 anos de espera e muitos anos de poeira e lama. A inauguração hoje desse terminal é muito importante para nós", agradeceu.

Presente na cerimônia, a ministra da Secretaria de Governo, Flávia Arruda, lembrou de visitar a cidade com Ibaneis Rocha e a promessa de tirar a obra do papel. "Passei aqui em 2018 com o senhor e disse que nós ainda iríamos ver o terminal construído. Dois anos e meio depois estamos aqui graças ao empenho e ao esforço concentrado do governo junto da Câmara Legislativa", recordou.

Ainda segundo a parlamentar, "a política quando feita de consenso, de ponte, de união e aproximação faz com que a população ganhe".

Em sua fala, a deputada distrital Jaqueline Silva também elogiou o empenho do governo. "Hoje é um marco na história de Santa Maria. Ibaneis Rocha não está entregando um terminal, ele está entregando o melhor terminal rodoviário. Nós não tínhamos nem a área resolvida e nesse governo resolveram a questão da área, do projeto e da obra do terminal. É uma conquista para a comunidade".

Fotos: Renato Alves.

Mais entregas
A atual gestão já entregou um novo terminal em Sobradinho e iniciou as obras dos terminais do Varjão e do Itapoã. Ainda dentro do campo da mobilidade em Santa Maria, o GDF entregou, em janeiro de 2021, a pavimentação de 4,5 km na Vicinal 371, via que liga a DF-290 à BR-040/050 e beneficia diariamente mais de 30 mil motoristas.

Terminal Rodoviário de Santa Maria
• Localização: Quadra 401, lote 4, conjunto A – Santa Maria/DF
• 120 mil moradores beneficiados
• Mais de 150 empregos criados
• Investimento de R$ 4,8 milhões.
• Terreno de 16.015,43 m²
• Ponto de controle (partidas e chegadas) de 14 linhas de ônibus de ligação e circulares que alimentam o BRT de Santa Maria e atendem ao deslocamento interno da cidade.
• Pelo local passam 89 veículos que realizam 435 viagens em dias úteis, 318 aos sábados e 193 aos domingos.
• Estrutura
  1. 10 boxes para embarque e desembarque
  2. 53 vagas de ônibus
  3. 60 vagas estacionamentos para carros
  4. 25 vagas de estacionamentos para motos
  5. Bicicletário
  6. Banheiros com acessibilidade

"É um presente para os moradores de Santa Maria", comemora o secretário de Transporte e Mobilidade, Valter Casimiro. "A solicitação de uma estrutura adequada é antiga. Conseguimos agilizar a obra e estamos entregando com dois meses antes do prazo previsto."

De acordo com Casimiro, o terminal de Santa Maria vai melhorar as condições de mobilidade e acessibilidade da população. "O novo terminal vai oferecer mais conforto, segurança e comodidade tanto para os usuários quanto para os colaboradores do transporte público."

A obra, prevista no Plano Diretor de Transporte Urbano (PDTU), começou em março de 2020. Com terreno de 16.015,43 m², a estrutura fica na Quadra 401 de Santa Maria e foi erguida onde funcionava um ponto provisório de controle das linhas que atendiam a região.

O novo terminal possui dez boxes para embarque e desembarque de passageiros e 53 vagas para os coletivos. O estacionamento público conta com 60 vagas para veículos, 25 vagas para motos e um bicicletário. A estrutura tem ainda dois banheiros públicos com acessibilidade e lanchonete.

A obra, custeada com recursos de emendas parlamentares e orçamento do Governo do Distrito Federal (GDF), teve investimento de R$ 4,8 milhões e gerou, aproximadamente, 50 empregos diretos e 25 indiretos.

Melhorias para a cidade
O terminal vai beneficiar cerca de 120 mil moradores de Santa Maria e será ponto de controle (partidas e chegadas) de 14 linhas de ônibus de ligação e circulares que alimentam o BRT de Santa Maria e atendem o deslocamento interno da cidade.

Pelo local passam 89 veículos que realizam 435 viagens em dias úteis, 318 aos sábados e 193 aos domingos.

Por ser construída em um ponto próximo à DF-290, junto à divisa com o Entorno, a nova estrutura também será utilizada pela população dos municípios adjacentes que acessam o transporte público coletivo do DF. Com o novo terminal, será possível fazer a integração operacional com as linhas do semiurbano do Entorno.



Com o objetivo de contribuir com a inclusão digital de crianças e adolescentes, a Agência Reguladora de Águas, Energia e Saneamento Básico do Distrito Federal (Adasa) realizou, nesta sexta-feira (30/7), doação de equipamentos eletrônicos para sete escolas da Coordenação Regional de Ensino de Sobradinho

Fotos: Mary Leal.

Entre os itens doados, estão 52 desktops formatados com o pacote Windows, 49 monitores, 22 impressoras, além de teclados e mouses em perfeito estado de uso. Os equipamentos estavam ociosos devido à necessidade da agência em adquirir máquinas com novas funcionalidades.    

Na opinião do diretor presidente da Adasa, Raimundo Ribeiro, a pandemia expos a desigualdade social e digital enfrentada por estudantes do DF. "Nossa intenção é promover o acesso à dispositivos e a conectividade nessas escolas. Por meio da doação, conseguimos reaproveitar os equipamentos que estavam em desuso da melhor maneira, gerando oportunidades iguais para esses alunos", destacou.


  
A secretária de Educação, Hélvia Paranaguá, falou sobre as mudanças nas relações de trabalho e pedagógicas. "Tivemos de nos reinventar.  A educação nunca mais será a mesma. A tecnologia veio pra ficar. O sistema remoto vai fazer parte das nossas relações de trabalho para sempre, como uma ferramenta complementado o processo de ensino aprendizagem. Então, fico muito feliz de receber nesse momento a doação desses equipamentos".

Segundo a coordenadora da Regional de Ensino de Sobradinho, Márcia Brants, os materiais chegam num momento muito importante, devido ao retorno das atividades presenciais. "Eles vão possibilitar que os professores atendam os alunos que optaram por não retornar às aulas. Em média, atenderemos mais de dois mil alunos nessa situação", explicou.    

O coordenador do Programa Reciclotech, Anderson Freire, que representou a Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação do DF (Secti), explicou como o projeto da pasta tem contribuído para diminuir o déficit de alunos sem acesso às aulas online. "Realizamos drive-thrus para recolher esses resíduos, que são recondicionamos e distribuímos para escolas públicas, ONGs e entidades. Desse modo, conseguimos promover o descarte consciente do lixo eletrônico e a inclusão digital".      

Também estiveram presentes na ação, os diretores da Adasa Vinícius Benevides e Apolinário Rebelo, o Ouvidor da agência, Robinson Cardoso, o administrador de Sobradinho, Abílio Castro, o administrador de Sobradinho II, Osmar da Silva, e diretores dos colégios agraciados.  

As instituições que receberão os equipamentos são os centros de ensino fundamental 05, 09 e 10 e escolas classe 14, 17, Lobeiral e Sonhem de Cima, todas em localizadas em Sobradinho.    

Educação ambiental virtual
O programa de educação ambiental da Adasa voltado para alunos dos ensinos infantil e médio do DF atuou de forma remota no primeiro semestre deste ano letivo. As ações do Adasa na Escola, que contam com apresentações sobre o uso racional da água e a destinação correta dos resíduos sólidos, foram adaptadas para as plataformas online utilizadas por escolas das redes públicas e privadas do DF.  

Entre os meses de março e junho, o programa sensibilizou mais de 7.200 estudantes, de 28 instituições de ensino.  

Com o retorno no formato híbrido nas escolas, a tendência é que o programa retorne gradativamente ao atendimento presencial.    

A instituição que tiver interesse em conhecer mais sobre o Adasa na Escola e agendar uma apresentação, deve acessar o site www.adasanaescola.df.gov.br, onde também é possível baixar o material didático do programa.

A A.Yoshii Engenharia, empresa com mais de 55 anos de atuação no mercado, foi a responsável pelo projeto
Crédito: Divulgação A.Yoshii

Projeto favorece a logística e o escoamento de produtos nacionais e importados no Sul do Brasil; nova área possui mais de 10 mil metros quadrados

Em julho, o Aeroporto Internacional de Porto Alegre passa a ser ainda mais estratégico, com o início da operação do novo Terminal de Cargas Internacional. Com mais de 10 mil m², quase o dobro da antiga área em funcionamento, a estrutura possibilita uma importante mudança para a economia do estado do Rio Grande do Sul e de toda a região Sul do País. 

A A.Yoshii Engenharia, empresa com mais de 55 anos de atuação no mercado, foi a responsável pelo projeto, construção e montagem da obra, que recebeu investimento de mais de R$ 50 milhões e gerou mais de 300 empregos diretos.

Na concepção do novo Terminal de Cargas Internacional, a A.Yoshii Engenharia atuou em conjunto com a Fraport Brasil – Porto Alegre, subsidiária da Fraport AG Frankfurt Airport Services Worldwide - uma das principais administradoras de aeroportos no mundo. “O trabalho, que compreendeu o projeto, a construção, a montagem e a compra de equipamentos para toda a obra superou as expectativas de todos. Tanto em termos das inovações aplicadas, quanto do gerenciamento do projeto e dos prazos”, explica o coordenador de obras da A.Yoshii, Hérmiton Henrique da Silva. 

O novo terminal vai acomodar a área de cargas, escritórios administrativos, órgãos públicos, estruturas complementares, como subestação elétrica, estação de tratamento de esgoto, casa de bombas, depósito de cargas perigosas, depósito de resíduos, espaço para recarga e abastecimento de empilhadeiras e guarita para controle de acesso. “Com a ampliação, será possível carregar e/ou descarregar até 17 carretas, simultaneamente”, afirma Silva. 

Da concepção à construção, muitas soluções de engenharia foram utilizadas para um aproveitamento mais adequado de recursos. “Na cobertura do galpão principal, por exemplo, usamos ‘joists’ - uma espécie de viga – na solução para a cobertura a fim de reduzir o peso da estrutura e ganhar maiores vãos livres, o que facilita o uso do espaço interno para cargas”, complementa o executivo da A.Yoshii.

A construção do Terminal de Cargas Internacional do Porto Alegre Airport é o primeiro projeto da construtora em uma área aeroportuária. “Esta obra demonstra que estamos capacitados para atender os mais diversos tipos de exigências. É um passo importante para nossa construtora e uma mudança estratégica não só para o aeroporto, mas para a economia do estado do Rio Grande do Sul. O terminal vai facilitar e agilizar o trânsito de mercadorias destinadas à importação e exportação”, finaliza.

 

Sobre a A.Yoshii Engenharia

No portfólio de obras corporativas da A.Yoshii Engenharia estão projetos e construções industriais, usinas sucroalcooleiras, edifícios corporativos, centros de distribuição, escolas e universidades, teatros e centros esportivos, edificados em diversas regiões do Brasil. Por mais de cinco décadas, a empresa apresenta crescimento sustentável, priorizando a qualidade, a segurança, a excelência e o respeito no atendimento ao cliente. Mais informações: https://ayoshiiengenharia.com.br

Sobre o Grupo A.Yoshii

Fundado há mais de 55 anos, o Grupo A.Yoshii já construiu mais de 2 milhões de m² do Sul ao Nordeste do Brasil, entre obras industriais, edifícios corporativos e residenciais, escolas, universidades, teatros e centros esportivos. É composto pela A.Yoshii Engenharia, com sólida atuação em construções de edifícios residenciais e comerciais de alto padrão em Londrina, Maringá, Curitiba e Campinas; pela Yticon Construção e Incorporação, que realiza empreendimentos econômicos, localizados em regiões de potencial valorização em municípios do Paraná; e pelo Instituto A.Yoshii, voltado para a inserção social e a democratização cultural. Além disso, atua em Obras Corporativas, atendendo grandes corporações em suas plantas industriais, nos mais variados segmentos da economia, como papel e celulose, alimentício, químico, agronegócio, energia, assim como usinas sucroalcooleiras, centros logísticos, plantas automobilísticas, entre outros. Mais informações: www.ayoshii.com.br

 

 Com enorme poder de processamento de dados, o Business Intelligence (BI) é ferramenta fundamental na gestão das frotas e na busca por melhores condições nos negócios, como os preços de combustíveis, por exemplo.

A tecnologia tem se tornado fundamental em um dos setores mais importantes da economia brasileira: o transporte de cargas. Com a inflação subindo e os preços variando constantemente, é de suma importância que transportadoras adotem soluções “inteligentes” na gestão de suas frotas e seus negócios.

Um dos pontos preponderantes são as ferramentas dotadas de BI: processo de coletar dados gerados por um negócio, organizá-los e fazer uma profunda análise, apresentando informações reais e concretas para tomadas de decisão de uma empresa.

Sérgio Ferreira de Andrade, gerente geral da Transpicoli, transportadora de Mato Grosso que conta com mais 30 veículos em sua frota, diz que aprender a avaliar os dados e investir em soluções tecnológicas é fundamental para aumentar os lucros e otimizar os processos no dia a dia das transportadoras.

“No início de 2021, resolvemos investir no uso de BI para melhorar nossa gestão de combustíveis e o resultado que conseguimos, dado o poder da ferramenta, foi extremamente satisfatório”, diz Sérgio Ferreira.

Segundo o gerente geral, após sua equipe rodar os dados e analisá-los, foi possível identificar quais eram os melhores postos de combustíveis nas rotas da empresa que apresentavam preços mais interessantes e margem de negociação. Em alguns casos, a economia chegou a ser de até 0,4 centavos por litro de combustível. “Em um primeiro momento, pode não parecer muita coisa, mas a médio prazo, esses centavos geram grande economia dentro de uma transportadora”, ressalta Ferreira.

Para obter tais resultados satisfatórios, a Transpiccoli contou com a tecnologia fornecida pela Gestran, empresa paranaense especializada em ERP e sistemas de gestão para transporte e logística.

Nesse caso, o módulo utilizado para reduzir o preço pago no combustível foi o Gestran Combustível. Além de monitorar as despesas com combustível em cada veículo, a ferramenta ajuda a manter um histórico de abastecimento por veículo, motoristas e postos.

 

 Paulo Raymundi, CEO da Gestran

 

“Com o BI é possível realizar uma análise gerencial, auditando os dados fornecidos e montando cenários favoráveis aos transportadores. Isso auxilia no controle, tomada de decisões e demais negociações, permitindo a redução de custos e o aumento da lucratividade", diz Paulo Raymundi, CEO da Gestran. 

“Nós optamos pela Gestran porque é a empresa hoje no Brasil que tem o sistema mais robusto para gestão de frotas. E dentro dessa parceria, eles estão sempre atentos ao nosso feedback para aprimorar ainda mais as suas soluções”, explica Sérgio Ferreira.

Para mais informações sobre as soluções da Gestran, acesse https://gestran.com.br/


João Alfredo Lopes Nyegray*


Na atualidade interconectada, não há setor que escape da onipresença da globalização. Seja nas oscilações cambiais afetando os preços da carne, açúcar e arroz; seja na disparada das ações das companhias farmacêuticas que tiveram sucesso na venda de vacinas contra a Covid-19 para governos pelo mundo. Os negócios – ainda que alguns não saibam ou não tenham se atentado a isso – são todos afetados pelo cenário internacional.

Nesse mesmo cenário de negócios internacionais, as condutas criminosas e corruptas não são novidade. Alguns ambientes são reconhecidamente mais arriscados para se internacionalizar, justamente pelos seus níveis elevados de corrupção. Outros tantos grandes executivos já foram julgados e condenados por práticas desleais (Bernie Madoff, inclusive, faleceu na prisão há pouco tempo). Há quase vinte anos, o Código Penal brasileiro foi reformado para tipificar as condutas de corrupção ativa em transação comercial internacional e tráfico de influência em transação comercial internacional.

Enquanto acusações são feitas – e enquanto os destaques a respeito do Covid-19 tomam os noticiários –, ocorridos escusos se passam com pouco ou nenhum destaque. A região de Cabo Delgado, no Norte do país africano lusófono do Moçambique, tem sofrido há pelo menos quatro anos com o horror terrorista causado pelo grupo al-Shabab. O grupo – cujo nome traduz-se para “A Juventude” – diz seguir o quase extinto Estado Islâmico.

A petrolífera francesa Total explorava as ricas reservas de gás natural de Cabo Delgado, após investimentos na casa dos US$ 20 bilhões. Desde março, quando os ataques do al-Shabab se intensificaram, a Total deixou o país; e, em abril, suspendeu projetos que enfraquecem ainda mais a já bastante frágil economia de Moçambique.

Noutra região da África, o Burkina Faso – país de cerca de 16 milhões de pessoas – tem no ouro seu maior produto de exportação. A Suíça é um dos principais destinos do cobiçado metal minerado em Burkina. No mês de abril, graves acusações de tráfico humano envolvendo mineradoras chegaram a poucos noticiários. Muitas das mulheres traficadas vinham da Nigéria, eram forçadamente prostituídas, e cada homem pagava cerca de US$ 2 por uma relação. Sequer é possível encontrar algo a respeito em português.

O questionamento que deve ser feito, considerando os casos ocorridos no Moçambique e em Burkina Faso, é: se os mesmos fatos tivessem ocorrido na Alemanha, França ou Espanha; ou Estados Unidos, e talvez Argentina, quantos veementes protestos teriam circulado nas redes sociais? Quantos filtros de imagens de perfil teriam aparecido, no melhor estilo “Nous sommes Charlie Hebdo”? Dezenas, para falar o mínimo.

É estarrecedora a seletividade de nosso luto. Em um mundo absolutamente interconectado, a proximidade que a tecnologia trouxe parece ter tido um efeito inverso em relação a nosso sentimento de humanidade. No mesmo mês de abril – caótico para Burquinenses e Moçambicanos – a operação Harém da Polícia Federal brasileira prendeu acusados de tráfico de mulheres. No começo do mês de maio, o principal dos acusados teve sua prisão preventiva revogada. Especula-se que outro dos acusados gastava cerca de 200 mil reais por mês para relacionar-se sexualmente com menores de idade.

Se podemos adquirir produtos de qualquer pessoa em qualquer lugar do mundo a qualquer momento; se podemos ficar sabendo em tempo real de ocorridos do outro lado do planeta; se temos no bolso, na bolsa ou na palma da mão acesso a quase toda informação produzida em séculos de história; talvez não estejamos fazendo bom uso de toda essa comodidade.

Os negócios internacionais ilícitos não são apenas os mais lucrativos, mas também mais frequentes do que os lícitos. Infelizmente, no entanto, preocupa-se pouco com algumas vítimas, cujas faces, nomes ou histórias não apenas não geram manchete como – preocupantemente – não geram empatia. Como percebeu Hannah Arendt, o mal banaliza-se facilmente. A luta contra a corrupção e a criminalidade, também enfraquecida no Brasil, teve um período de luto surpreendentemente curto; mas não menor, no entanto, que a tristeza causada pelos ocorridos em Burkina ou Moçambique...

*João Alfredo Lopes Nyegray, advogado, formado em Relações Internacionais, especialista em Negócios Internacionais, mestre em internacionalização e doutorando em estratégia. É coordenador do curso de Comércio Exterior na Universidade Positivo.

 

O Fundeb Permanente é a política de financiamento da educação pública do Brasil
Créditos: Divulgação



Secretários Municipais de Educação e equipe técnica de secretarias de diferentes municípios brasileiros que atuam em regime de colaboração por meio do Arranjo de Desenvolvimento da Educação (ADE) participaram de uma reunião com o consultor e especialista em educação e orçamento público, Carlos Eduardo Sanches, para entender e sanar dúvidas sobre o Fundeb Permanente. O encontro, promovido pelo Instituto Positivo, com apoio da Comunidade Educativa Cedac, aconteceu na última terça-feira, 20, de forma on-line.

De acordo com a diretora do Instituto Positivo, Eliziane Gorniak, o movimento dos ADEs tem ganhado força no Brasil. Atualmente, cerca de 290 municípios estão organizados neste modelo e trazer um assunto tão importante para todos os que atuam na área fortalece o trabalho desenvolvido, cada um na sua região. “Por atuarmos em regime de colaboração, buscamos aprimorar nosso conhecimento a partir da troca de experiências e vivências. É isso que este encontro proporciona: compartilhar os desafios e as soluções em relação ao Fundeb para avançarmos na utilização do recurso público e melhorarmos a qualidade da educação com equidade”, destaca.

De acordo com Sanches, o Fundeb Permanente é a política de financiamento da educação pública do Brasil que, para este ano, trouxe algumas mudanças. “Ele poderá impulsionar ainda mais o desenvolvimento educacional. Ainda existem muitas dúvidas e o entendimento da utilização do recurso é fundamental para o bom andamento da gestão”, explica o especialista.

A emenda constitucional 108 tornou o Fundeb permanente com aumento da complementação de recurso da União de 10% para 23%. O processo será gradativo, aumentando ano a ano até 2026. A complementação pode ser feita para estados e municípios que não alcançaram o Valor Aluno Ano Total (VAAT), per capita calculado com base em todas as receitas da educação, de R$ 4.821,99. Este ano, o VAAT repassará R$ 3,2 bilhões, distribuídos em 1.374 municípios, de julho de 2021 a janeiro de 2022. A base de cálculo é o Censo Escolar do ano anterior.

Outra forma de complementação começa em 2023 para estados e municípios que melhorarem indicadores educacionais, que inclui aprendizagem e redução das desigualdades educacionais. Segundo Sanches, outra mudança importante que se deve observar sobre o Fundeb é que, a partir deste ano, é preciso aplicar 70% do recurso na remuneração de profissionais da Educação ou de assistentes sociais e psicólogos que atuam na rede de ensino. “Até 2020, 60% do recurso era utilizado para folha de pagamento, exclusivamente para profissionais da educação, agora isso foi ampliado para assistentes sociais e psicólogos, porém, apenas para aqueles que atuam na educação. É preciso estar atento na aplicação do recurso”, alerta.

Segundo a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB), o recurso do Fundeb pode ser utilizado para: renumeração de pessoal da educação; formação profissional da educação; construção e manutenção da escola, do muro para dentro; aquisição de recursos pedagógico, técnico e tecnológico; aquisição de veículos e transporte escolar da rede municipal; e levantamento estatístico com foco na educação e realização de atividades meio. Porém, o recurso não pode ser utilizado para: remuneração de pessoal da educação municipal em desvio de função ou de outras áreas, assim como formação para esses profissionais; obras de infraestrutura mesmo que favoreçam as escolas municipais; programas suplementares de alimentação, assistência médico-odontológica, farmacêutica e psicológica, e outras formas de assistência social; aquisição de veículos e combustível para outras áreas e transporte escolar para ensino superior; e levantamento estatístico se o foco não for educação e subvenção a instituição pública ou privada.

“O Fundeb Permanente é uma reforma de gestão que provoca efeitos nas secretarias e, por isso, precisamos adotar uma nova postura de gestão para alcançar melhores resultados. Ele traz o desafio do empoderamento e capacidade técnica do gestor da educação para participar do planejamento, da execução e da prestação de contas da utilização do recurso do Fundeb. Minha sugestão é conversar com o contador da prefeitura e o prefeito para discutir e alinhar o planejamento e utilização dos recursos”, finaliza Sanches.

Sobre os Arranjos de Desenvolvimento da Educação (ADEs)

Os Arranjos são um modelo de trabalho em rede, no qual um grupo de municípios com proximidade geográfica e características sociais e educacionais semelhantes buscam trocar experiências, planejar e trabalhar em conjunto - e não mais isoladamente, somando esforços, recursos e competências para solucionar conjuntamente as dificuldades na área da Educação. A proposta dos Arranjos foi homologada pelo MEC em 2011, e incluída como uma opção para o alcance das metas e das estratégias previstas no Plano Nacional de Educação, aprovado em 2014 (artigo 7º, parágrafo 7º).

O Brasil possui atualmente 13 ADEs, com mais de 414 mil crianças contempladas com as ações desenvolvidas por 225 municípios, que trabalham nesse modelo de colaboração, e alguns já conquistaram avanços consistentes que indicam que estão no caminho certo. Outras 11 regiões do país estão implantando o modelo.

Dedicado a estudar e a difundir a metodologia dos ADEs no Brasil, o Instituto Positivo é parceiro da Associação dos Municípios da Região da Grande Florianópolis (Granfpolis), em Santa Catarina, e, em uma articulação pioneira, lançaram em 2015 o primeiro ADE do Sul do país.

 

Instituto Positivo

O Instituto Positivo (IP) foi criado em 2012 para fazer a gestão do investimento social de todo o Grupo Positivo em favor da comunidade. A missão do Instituto Positivo é contribuir para a melhoria da qualidade da Educação Pública brasileira por meio do incentivo ao Regime de Colaboração, modelo estratégico de cooperação entre os estados, municípios e união que estimula o trabalho em rede e a troca de experiências. Para tornar isso possível, o IP incentiva a implantação de Arranjos de Desenvolvimento da Educação (ADE), metodologia homologada pelo MEC que favorece o trabalho colaborativo entre Secretarias de Educação de municípios próximos geograficamente. A partir do apoio mútuo e de metas comuns espera-se que sejam potencializados os aprendizados, as parcerias e as ações para a melhoria dos indicadores da Educação. Para ter mais informações, acesse o site do Instituto Positivo: instituto.positivo.com.br.


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