Marina fala de energias renovaveis



A candidata à Presidência da República pela Coligação Unidos pelo Brasil, Marina Silva, em entrevista ao Jornal da Globo concedida nesta segunda-feira (1), respondeu a questões sobre as modificações feitas em seu plano de governo, a forma como toma decisões, às críticas que tem feito à qualidade da política brasileira, como pretende conduzir a economia e tratar o pré-sal.

Marina explicou que as modificações ocorridas no programa de governo foram decorrentes “de um erro de processo”, corrigido por sua equipe de governo. Ela se referiu ao equívoco no capítulo de ciência e tecnologia que informava ampliar a participação da energia nuclear na matriz energética brasileira. E à publicação do documento encaminhado pelo movimento LGBT em vez do documento de mediação do debate sobre a união de pessoas de mesmo sexo. Ela enfatizou também que “os direitos civis da comunidade LGTB, o respeito à liberdade individual, o combate ao preconceito, isso está muito bem escrito no programa, melhor do que dos outros candidatos”

Perguntada se é verdade, como publicou o jornal Folha de S.Paulo, que em momentos cruciais toma decisões com base em consultas aleatórias à Bíblia e, em caso positivo, se considera que um presidente pode agir assim, Marina respondeu que todos nós agimos com base na realidade dos fatos, mas os seres humanos têm subjetividade, complementando que “uma pessoa que crê, obviamente, tem na Bíblia uma referência, assim como pode ter na arte, na literatura”.

Ao ser apontada como crítica à democracia representativa, Marina afirmou que “tem falado, na verdade, da crise da política”, que precisa ser reconhecida. “Eu não acho que as pessoas devam fazer vistas grossas para o que está acontecendo, não só no Brasil, mas no mundo inteiro.” Para ela, é preciso ampliar a participação das pessoas e, ao mesmo tempo, melhorar a qualidade da representação e das nossas instituições.

Durante a entrevista, Marina salientou a importância da recuperação do tripé da política macroeconômica brasileira para que o país tenha estabilidade econômica e não perca as conquistas, inclusive sociais, já alcançadas e possa aumentar os investimentos. Para isso, afirmou, “é fundamental que se readquira a confiança da sociedade e dos investidores no governante”. A candidata disse também que manterá e criará novos programas sociais com o compromisso de não aumentar impostos e dar eficiência ao gasto público.

Marina esclareceu ainda que, quando diz “que o pré-sal é uma prioridade entre outras”, está dizendo que vai explorar seus recursos, mas também “dar um passo à frente”, investir em energia limpa como de biomassa, solar e eólica. Perguntada se vai subir o preço da gasolina para salvar o etanol, ela respondeu que “espera que os preços administrados pelo governo possam ser corrigidos pelo próprio governo, quero que se tenha uma visão de país e não apenas das eleições”. Ao finalizar, ela disse que “quer governar pensando o que eu quero deixar para as futuras gerações, um país que seja capaz de crescer, fazer investimentos, ter credibilidade”.