Enfermidades contraídas, por meio de bactérias, são resultado da falta de higiene adequada e consequência da rotatividade de pessoas nesses locais

Os motéis são locais que expõe os frequentadores a risco de contração de várias doenças. O grande fluxo de pessoas nos espaços favorecem as ocorrências.

Sarna, frieira, chato e doenças da pele contraídas por meio de bactérias e fungos estão entre os problemas de saúde mais frequentes. A popular sarna é uma infecção parasitária, causada por um parasita que provoca coceira alérgica intensa. O contágio acontece quando há o contato da pele com algum objeto infectado e o tratamento é feito com uso de medicamentos. Saunas, banheiras e piso de banheiros são locais que propiciam o aparecimento da Tínia, a popular frieira.

O chato é uma espécie de piolho, que geralmente se concentra na região pubiana, e se alimenta de sangue. Ele causa coceira intensa e a remoção do problema carece de aplicação de loções específicas, entre outros cuidados. Os lençóis e outros tecidos que tenham sido usados por quem está com o problema precisam ser higienizados para não acontecer novas contaminações.


Foto: Divulgação

As banheiras, saunas e outros locais que concentram umidade e calor favorecem a proliferação de fungos e bactérias, por isso eles merecem maior cuidado na hora da limpeza. No entanto, lençóis e os espaços citados anteriormente não estão presentes apenas nos motéis. As saunas, por exemplo, podem ser de um clube. "Por isso é sempre importante andar calçado e ter cuidado ao escolher o ambiente a ser frequentado", aconselha a médica infectologista, Letícia Aires.

Apesar de não serem desprezadas, essas doenças não são as mais perigosas para a saúde nesses ambientes. As Doenças Sexualmente Transmissíveis (DST's) são nocivas e carecem de bastante prevenção. A maior delas é o uso da camisinha. Entre as DST's mais lembradas estão aids, sífilis, hepatite B, cancro e condiloma. A aids é uma das mais perigosas, com a estimativa de 35 milhões de infectados segundo a Organização das Nações Unidas (ONU), no Brasil o número é de 752 mil pessoas convivendo com a doença. Os dados da ONU apontam ainda, que 1,5 milhão de pessoas no mundo tenham morrido, em 2013, por causa de complicações da doença.

Graves
A sífilis é causada pela bactéria Treponema pallidum. Ela pode também ser transmitida verticalmente, da mãe para o feto, por transfusão de sangue ou por contato direto com sangue contaminado. Se não for tratada precocemente, pode comprometer vários órgãos como olhos, pele, ossos, coração, cérebro e sistema nervoso. Os sintomas da sífilis podem ser, em seu estágio mais avançado, complicações cardíacas, problemas na visão, transtornos mentais e paralisia. O tratamento é feito com antibióticos e um bom acompanhamento clínico cercado de exames.

A hepatite B também mata, alguns dos sintomas são: náuseas, vômitos, fadiga e dor abdominal. O tratamento também é possível, mas além de usar o preservativo nas relações sexuais é possível se prevenir tomando as doses no prazo correto da vacinação oferecida pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

Feridas de cor avermelhada e que causam dor é uma das maiores evidências do Cancro. Geralmente essas feridas se apresentam na genitália externa. O problema pode ser resolvido após a ingestão de antibióticos sob orientação médica e limpeza regular dos ferimentos.

O condiloma é um problema que se evidencia pela formação de verrugas de tamanhos variáveis, o tratamento também está disponível na rede pública, onde também existe vacina para evitar a doença causada pelo Papilomavírus humano (HPV). Entretanto, a vacina está disponível apenas para uma faixa etária específica do público feminino, adolescentes de nove a 13 anos. Para prevenir a infecção causada por qualquer das DST's mencionadas "o uso do preservativo está primeiro lugar. Ele é a forma mais eficiente de evitar essas doenças", alerta a infectologista.

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