“Educação sexual devia estar nas escolas como português e matemática”, afirma sexóloga

Qual a importância de se falar sobre educação sexual nas escolas? Segundo a especialista Alessandra Araújo, sexóloga e psicóloga, os riscos da desinformação dos jovens sobre a vida sexual incluem a repassagem de informações inadequadas, doenças sexualmente transmissíveis e gravidez indesejada

Foto: Ana Clara.

Ela explica que o tema deve ser tratado a partir do momento em que a criança passa a questionar sobre o tema.

Pesquisas do Ministério da Saúde apontam que tratar de educação sexual nas escolas contribui para diminuir, por exemplo, gravidez na adolescência. A ideia ratificada pela psicóloga Alessandra Araújo que também afirma que a “educação sexual devia ser ensinada nas escolas como português e matemática”, afirmou em entrevista à Agência Ceub.

Atualmente, cerca de 380,7 mil gestações são registradas entre jovens de 10 a 19 anos no país, o que corresponde a 16% dos nascimentos do país, segundo o levantamento feito pelo Sistema de Informações de Nascidos Vivos, do Governo Federal, em 2018.

A sexóloga explica que a aceitação é mais complicada para o público LGBTQIA+ já que, muitas vezes, eles mesmos não se aceitam. Apenas depois de acompanhamento psicológico eles conseguem se aceitar e se entender.

“O público LGBTQIAPN+ é o que sofre mais dor, tanto física quanto psíquica”, afirma a psicóloga e sexóloga.

Ela também explica que com uma educação mais conservadora, muitas vezes esse assunto é tratado como um tabu, impossibilitando o diálogo e a transmissão da informação.

Maioria aprova

Pesquisa divulgada pelo Datafolha, em janeiro de 2020, mostra que o apoio à implementação da educação sexual nas escolas alcançava 54% da população.

Por sua vez, A Organização das Nações Unidas (ONU) afirma que o estabelecimento de um currículo para educação sexual nas escolas está diretamente ligada aos direitos humanos e defende que é um direito que todos deveriam ter acesso assim como informação, saúde, educação e não discriminação.

Por Ana Clara Neves, Alexya Lemos e Maria Eduarda Fava

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