Ataques a navios no Mar Vermelho ameaçam rotas comerciais e pressionam preços do petróleo

Rebeldes Houthis do Iêmen intensificam ataques na rota do Mar Vermelho

Rebeldes Houthis do Iêmen intensificam ataques na rota do Mar Vermelho


Os recentes ataques a navios no Mar Vermelho por parte de rebeldes Houthis no Iêmen têm gerado preocupações sobre possíveis interrupções no transporte marítimo global e aumento nos preços do petróleo. 

Nos últimos dias, os Houthis, grupo apoiado pelo Irã, intensificaram o lançamento de mísseis e drones contra embarcações que trafegam na região. As ações ocorrem em suposto apoio aos palestinos em Gaza, mas atingem navios de diferentes bandeiras e propriedades.

Diante da escalada da violência, grandes companhias de navegação como a dinamarquesa Maersk e a alemã Hapag-Lloyd suspenderam viagens pelo Mar Vermelho. A petrolífera britânica BP também interrompeu temporariamente o trânsito de seus petroleiros.

A rota é uma importante "autoestrada do mar" que conecta Europa e Ásia. Cerca de 12% do comércio mundial depende dessa ligação para o transporte de petróleo, gás natural e outros bens. Qualquer bloqueio representa custos e atrasos às cadeias globais de suprimentos.

Como alternativa, embarcações têm optado por contornar a África pelo Cabo da Boa Esperança, um desvio de milhares de quilômetros que encarece os fretes em combustível e seguro. Esses custos acabam repassados aos preços finais de itens como petróleo. 

Nesta segunda, os preços do barril já subiram cerca de 1% no mercado internacional, superando os US$ 77. Especialistas alertam para potenciais altas mais acentuadas se os ataques e desvios de rotas continuarem.

Em resposta à escalada de violência no Mar Vermelho, uma coalizão militar liderada pelos EUA, com Reino Unido, França e outros países, anunciou que irá proteger navios que trafegam pela região. Os rebeldes Houthis, no entanto, afirmam que manterão os ataques.

Com informações de EPBR

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