Insuficiência Cardíaca: especialista explica sinais e destaca avanços no tratamento

 

Foto de Marek Studzinski na Unsplash

A insuficiência cardíaca é uma doença crônica e progressiva que afeta milhões de brasileiros e representa uma das principais causas de hospitalização no país. Durante o mês de julho, é celebrado o Dia Nacional de Alerta para a Insuficiência Cardíaca, como forma de chamar atenção para o tema.  

A insuficiência cardíaca ocorre quando o coração perde a capacidade de bombear sangue de forma eficiente. “É como se o motor do corpo começasse a falhar, comprometendo o envio de oxigênio e nutrientes para os órgãos”, explica a cardiologista do Hospital Encore, Mariana Bello.  

A doença pode se desenvolver de forma silenciosa, com sintomas que muitas vezes só surgem em estágios avançados. Entre os sinais de alerta mais comuns estão: cansaço excessivo, mesmo durante atividades simples; falta de ar ao deitar ou durante esforços; inchaço nos pés, tornozelos e pernas; tosse persistente; desconforto na região do tórax e ganho rápido de peso devido à retenção de líquidos.

 “A insuficiência cardíaca é a fase final de muitas doenças cardíacas não tratadas. Por isso, o diagnóstico precoce e o controle rigoroso de condições como hipertensão, diabetes e doenças valvares são essenciais para evitar a progressão do quadro”, alerta a especialista.

Segundo Mariana Bello, o transplante cardíaco é a única cura definitiva para a insuficiência cardíaca — e, no Brasil, é um procedimento real e acessível, disponível no Sistema Único de Saúde (SUS), sem distinção de classe social.

No entanto, o transplante não é indicado para todos os casos, já que muitos pacientes apresentam contraindicações. Assim, o foco do tratamento está na abordagem clínica, que tem evoluído significativamente nas últimas décadas.

“Vivemos um período de poucas inovações, mas hoje contamos com medicamentos modernos que ajudam a controlar os sintomas e a retardar a progressão da doença. Ainda assim, a insuficiência cardíaca continua sendo uma condição grave: sua taxa de mortalidade supera a da maioria dos cânceres”, observa a cardiologista.

A especialista reforça a importância de estar atento aos sinais do coração e procurar avaliação médica ao menor sintoma. “Quanto mais cedo diagnosticamos, maiores são as chances de proteger o coração e garantir qualidade de vida ao paciente", conclui Mariana Bello.
 

 

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