Oftalmologista Dr. Antônio Sardinha, do Hospital de Olhos de Cuiabá (HOC), explica que sintoma nem sempre é apenas olho seco e reforça a importância do diagnóstico correto para evitar automedicação
A sensação constante de areia nos olhos, ardor e desconforto ao piscar é uma queixa comum nos consultórios oftalmológicos. Embora muita gente associe automaticamente o sintoma ao olho seco, o problema pode ter diferentes causas e exige avaliação especializada para o diagnóstico correto.
De acordo com o oftalmologista Dr. Antônio Sardinha, do Hospital de Olhos de Cuiabá, HOC, a sensação de corpo estranho nem sempre está relacionada apenas à baixa produção de lágrima. “O paciente costuma dizer que parece que tem areia ou um cisco no olho. Em muitos casos, realmente se trata de olho seco, mas também podemos estar diante de alterações na qualidade da lágrima, inflamações na superfície ocular ou até problemas nas pálpebras”, explica.
Segundo o especialista, o filme lacrimal é responsável por manter a superfície do olho lubrificada, nutrida e protegida. Alterações na produção ou na evaporação da lágrima comprometem esse equilíbrio. “Hoje vemos muitos casos ligados ao uso excessivo de telas. Quando ficamos muito tempo no celular ou no computador, piscamos menos, o que aumenta a evaporação da lágrima e intensifica os sintomas”, afirma.
Fatores ambientais também influenciam. Ar-condicionado, ambientes muito secos, exposição ao vento e à poluição podem agravar a sensação de irritação. Além disso, condições como blefarite, alergias oculares e disfunção das glândulas das pálpebras podem provocar sintomas semelhantes aos do olho seco.
O Dr. Antônio Sardinha alerta para os riscos da automedicação. “É muito comum o paciente começar a usar qualquer colírio lubrificante por conta própria. O problema é que nem todo desconforto é igual e o tratamento precisa ser individualizado. Em alguns casos, o uso inadequado de colírios pode até mascarar o diagnóstico correto”, destaca.
A orientação é procurar avaliação oftalmológica sempre que o sintoma for persistente, vier acompanhado de vermelhidão, dor, sensibilidade à luz ou visão embaçada. “O exame clínico permite identificar a causa exata e indicar o tratamento mais adequado, que pode incluir mudanças de hábitos, higiene das pálpebras, colírios específicos ou outras abordagens. Cuidar da saúde ocular é fundamental para preservar a qualidade de vida”, conclui o especialista do HOC.





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