Banda teve auxílio da inteligência artificial para sua formação e encontra no rock progressivo a mistura certa para shows pirotécnicos, figurinos personalizados e músicas que transitam entre o existencial e o fantástico
A mistura entre tecnologia e música dá origem ao projeto Brothers Sun, banda que aposta no rock progressivo para criar uma experiência sonora e visual inspirada em ficção científica e reflexões sobre o universo. Com temática sci-fi, letras inspiradas e de alto nível de conteúdo, o grupo também valoriza melodias marcantes em seus refrões e aposta em solos introdutórios inovadores executados em guitarras com cordas de nylon. A formação reúne duas guitarras, vocalista masculino, vocalista feminino, baixista, baterista, tecladista e um instrumentista responsável por sons eletrônicos.
“A banda nasce de um sonho antigo. Desde a adolescência eu queria ter um grupo, mas a vida seguiu outros caminhos. Agora, aos 60, graças à inteligência artificial, consegui estruturar esse projeto e transformar a ideia em música. A IA funciona como uma ferramenta para lapidar as ideias e ajudar a dar forma ao que antes estava apenas na imaginação. A proposta é fazer música que faça as pessoas pensarem, mas sem perder o humor e a leveza. Queremos que o público se divirta, reflita e também viaje um pouco com as histórias que contamos nas canções”, afirma Oldemar Teixeira, guitarrista base e um dos fundadores do Brothers Sun, que além de músico é empresário no setor de turismo está concluindo um MBA em Inteligência Artificial.
Com letras em inglês, a banda bebe de grandes obras da ficção científica e da divulgação científica, com referências a autores como Isaac Asimov e Carl Sagan. As composições também dialogam com reflexões filosóficas inspiradas em Friedrich Nietzsche — autor de Assim Falou Zaratustra. A obra, por sua vez, inspirou o compositor alemão Richard Strauss na criação do poema sinfônico Also sprach Zarathustra (Op. 30), composto em 1896 — peça que se tornou mundialmente conhecida pela fanfarra de abertura utilizada no filme 2001: Uma Odisseia no Espaço. Esse conjunto de influências ajuda a construir uma estética que mistura ciência, filosofia e imaginação em narrativas musicais com tom reflexivo e bem-humorado.
Antes de se dedicar ao projeto, Oldemar teve contato com a música ainda na infância. Entre os 7 e os 10 anos, estudou acordeon clássico e, na adolescência, passou a tocar violão. Aos 17 anos, iniciou o aprendizado do violão clássico de forma mais aprofundada, dedicando cerca de cinco anos ao estudo do instrumento. Também integrou o coral de Curitiba, com apresentações no Teatro Guaíra. Entre as principais influências estão bandas como Yes, Genesis e Pink Floyd, referências tradicionais do rock progressivo.
“O rock progressivo é, de certa forma, o herdeiro da música clássica. A guitarra consegue assumir um papel semelhante ao do violino dentro da composição, criando melodias mais elaboradas e narrativas musicais. A inteligência artificial entra como uma ferramenta para lapidar ideias e otimizar tempo no processo criativo, mas o conhecimento musical e o lado humano continuam sendo essenciais para dar sentido e emoção à música”, explica Oldemar Teixeira.
As músicas do Brothers Sun já estão disponíveis no Spotify, onde o hit é a musica "The Al-Ghul Star". Nos palcos, a proposta da banda também aposta no aspecto visual e performático: os integrantes utilizam figurinos irreverentes inspirados na ficção científica, enquanto o espetáculo incorpora recursos de pirotecnia e elementos multimídia. A ideia é transformar cada apresentação em uma experiência lúdica, em que música, narrativa e efeitos visuais se complementam para transportar o público para o universo criado pelo grupo.





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