Valorização do real é impulsionada por cenário externo e desempenho de empresas de energia
O dólar encerrou esta segunda-feira (20) em leve queda frente ao real, cotado a R$ 4,973, refletindo o impacto da valorização do petróleo no mercado internacional. O movimento ocorre em meio às tensões entre Estados Unidos e Irã, que têm afetado diretamente o fluxo global de energia e favorecido países exportadores como o Brasil.
A moeda norte-americana atingiu o menor patamar desde março de 2024, em um desempenho mais acentuado do que o observado no exterior. No mesmo dia, o índice DXY, que mede a força do dólar frente a outras divisas, registrou recuo discreto. A valorização do real é atribuída, em parte, ao aumento das receitas com exportação de petróleo, diante da alta da commodity.
Na Bolsa, o cenário também foi positivo, com o índice avançando e sendo puxado por ações do setor energético. Papéis da Petrobras registraram alta, acompanhando a escalada do preço do barril do Brent, que voltou a subir com as incertezas envolvendo o Estreito de Ormuz — rota estratégica por onde passa uma parcela significativa da produção mundial de petróleo.
Analistas avaliam que o ambiente de instabilidade geopolítica, embora eleve os riscos globais, tem beneficiado economias emergentes exportadoras de commodities. Ao mesmo tempo, o diferencial de juros entre o Brasil e os Estados Unidos mantém o país atrativo para investidores estrangeiros, especialmente em estratégias como o “carry trade”, o que contribui para sustentar o real e o desempenho do mercado financeiro.




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