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| Lucas Burigo Guglielmi |
Doença pode evoluir sem sinais de alerta;
prevenção inclui hábitos saudáveis e atenção aos fatores de risco
A ausência de sintomas nas fases iniciais
faz com que muitos casos de câncer de rim sejam descobertos durante exames
realizados por outros motivos. A característica tem contribuído para o
diagnóstico de tumores em estágios mais precoces, quando as chances de
tratamento e cura são maiores.
Segundo o especialista em Cancerologia
Clínica da Rede Medical, Lucas Burigo Guglielmi, grande parte dos diagnósticos
ocorre de forma incidental, durante ultrassonografias, tomografias ou outros
exames de imagem solicitados para investigar condições não relacionadas ao
câncer.
“Muitas vezes o paciente realiza um exame
por outro motivo e acaba descobrindo um tumor ainda em estágio inicial. Isso
aumenta significativamente as chances de cura e amplia as possibilidades de
tratamento”, comenta.
Dados do Cancer Global Observatory
(Globocan) apontam que foram registrados 11.090 novos casos de câncer de rim no
Brasil em 2022. Desse total, 7.048 ocorreram entre homens e 4.042 entre
mulheres. Já o Atlas da Mortalidade por Câncer aponta que, em 2024, ano mais
atual disponível, foram registrados 4.579 óbitos pela doença no país.
Embora possa permanecer silencioso por
longos períodos, o tumor pode apresentar alguns sinais de alerta, especialmente
em fases mais avançadas. Entre eles estão sangue na urina, dor persistente na
região lombar, perda de peso sem explicação, fadiga excessiva e o aparecimento
de massa abdominal.
Apesar de não existir uma forma garantida
de prevenção, diversos fatores associados ao desenvolvimento da doença podem
ser modificados. Tabagismo, obesidade e hipertensão arterial estão entre os
principais fatores de risco conhecidos.
“Não fumar, manter o peso adequado,
controlar a pressão arterial, praticar atividade física e ter uma alimentação
equilibrada são medidas que ajudam a reduzir o risco. Além disso, é importante
evitar o uso excessivo de medicamentos sem orientação médica e manter o
acompanhamento regular da saúde”, orienta.
As mesmas atitudes que contribuem para
reduzir o risco da doença também ajudam a preservar a função dos rins e
prevenir outras condições crônicas. Para o oncologista, o cuidado com a saúde
deve ser encarado de forma contínua, já que escolhas adotadas no dia a dia
podem trazer benefícios importantes ao longo da vida.





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