Internacionalização impulsiona nova fase de crescimento para empresas brasileiras


Créditos: Rawpixel no Magnific


Com tecnologia presente em operações internacionais e planos de expansão para Estados Unidos, Portugal e Argentina, CEO da Minha Quitandinha aponta desafios e oportunidades da expansão internacional 


Com mais de 870 unidades entre operações e implantação, distribuídas em 25 estados brasileiros, a Minha Quitandinha, startup de tecnologia em varejo que atua no modelo de franquias de minimercados autônomos, vive um novo ciclo de expansão, avaliando mercados internacionais como Portugal e Argentina. Após consolidar sua presença no Brasil e exportar sua tecnologia para operações em Dubai, a rede prepara sua entrada nos Estados Unidos, inicialmente pela Costa Oeste, onde estreará com a marca Grab It.


O movimento acompanha uma tendência cada vez mais forte no franchising nacional. Segundo o Estudo de Internacionalização da Associação Brasileira de Franchising (ABF), o número de operações de franquias brasileiras no exterior cresceu 37% entre 2024 e 2025, alcançando 4.194 unidades distribuídas em 104 países. Atualmente, 202 marcas brasileiras já atuam fora do país, e a América Latina lidera os destinos mais procurados, com destaque para México e Colômbia, enquanto Portugal e Estados Unidos seguem como alvos estratégicos. 


Para Guilherme Mauri, CEO da Minha Quitandinha, expandir para outros países exige muito mais do que replicar um modelo de negócio. Entre os principais desafios estão a adaptação às regulamentações locais, as diferenças culturais, os hábitos de consumo e a escolha de parceiros estratégicos. "O sucesso da expansão depende de um equilíbrio entre padronização, modelo bem-sucedido e flexibilidade. Internacionalizar uma marca significa compreender profundamente o mercado local. É preciso adaptar processos, respeitar a cultura do consumidor e construir parcerias sólidas. O grande desafio é manter a essência da marca enquanto ela evolui para atender às necessidades de cada mercado", afirma.


Apesar das barreiras, a internacionalização reforça o potencial do Brasil como exportador de modelos de negócios inovadores. Franquias com operações escaláveis, estruturas enxutas e forte base tecnológica têm despertado o interesse de investidores estrangeiros, especialmente nos segmentos de alimentação, serviços e saúde, tornando a expansão internacional uma importante estratégia de crescimento.


Para Mauri, a presença em novos mercados vai além do aumento da receita e fortalece a capacidade de inovação das empresas. "A internacionalização é um passo natural para negócios que constroem modelos sólidos, replicáveis e adaptáveis a diferentes realidades. Além de fortalecer a marca e diversificar as fontes de receita, a experiência adquirida no exterior retorna ao Brasil em forma de melhorias operacionais, novos produtos e processos mais eficientes. Ao mesmo tempo, a criatividade e a capacidade de inovação desenvolvidas aqui chegam a outros países como um diferencial competitivo. É uma via de mão dupla que impulsiona o crescimento da empresa e amplia sua presença global", conclui.


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