Lulinha é investigado por suspeitas relacionadas à atuação da lobista Roberta Luchsinger
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou neste domingo (23/8) que não pretende interferir nas investigações que envolvem seu filho mais velho, Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha. Em entrevista à Record, o petista declarou que qualquer pessoa suspeita de irregularidades deve ser investigada e ressaltou que a regra também se aplica a familiares. “Isso vale para o meu filho, vale para qualquer pessoa. Ninguém está acima da lei se cometer erro”, afirmou.
Lula também defendeu a autonomia da Polícia Federal (PF) para conduzir as apurações e disse que não atua para impedir investigações ou pressionar autoridades responsáveis pelos casos. “Investigue-se. E todo mundo tem o direito de provar se é inocente”, declarou. Em outro momento, o presidente afirmou que, caso fique comprovado algum prejuízo aos cofres públicos, os responsáveis deverão responder pelos atos. “Meu filho sabe se cometeu erro, ele vai ser julgado, vai ser punido ou vai ser inocentado. Mas ele tem que provar a inocência dele”, disse.
Lulinha é investigado por suspeitas relacionadas à atuação da lobista Roberta Luchsinger, apontada nas apurações como responsável por buscar contatos políticos para facilitar negócios de terceiros com o governo federal, entre eles negociações envolvendo um medicamento. A estratégia adotada pelo PT diante do caso tem sido destacar a independência da PF durante o atual governo e sustentar que não haverá tratamento diferenciado nas investigações envolvendo pessoas próximas ao presidente.
As apurações também alcançaram Marco Aurélio Santana Ribeiro, conhecido como Marcola, ex-chefe de gabinete de Lula e antigo integrante do núcleo de confiança do presidente. A Polícia Federal investiga suspeitas de que ele tenha recebido vantagens de Luchsinger. Marcola afirma que R$ 249 mil recebidos da lobista foram referentes a um empréstimo pessoal posteriormente quitado e nega ter recebido pagamentos indevidos. Ele deixou o Palácio do Planalto para atuar na campanha de Lula, mas posteriormente se afastou da função após a divulgação das investigações.



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