Podcast debate aplicação da NR-1 e cuidados com a saúde mental no trabalho

A relevância da saúde mental no ambiente corporativo e os impactos da nova Norma Regulamentadora 1 (NR-1) no setor produtivo deram o tom da edição desta semana do podcast A Indústria Tá On!. O programa abordou as diretrizes para identificação e prevenção de riscos psicossociais no trabalho – exigência em vigor desde maio deste ano –, ressaltando a importância de equilibrar o bem-estar do trabalhador com a segurança jurídica e a viabilidade operacional das empresas.

Com mediação da jornalista Sandra Persijn, gerente de Comunicação e Marketing do Sistema Fieg, o bate-papo contou com participação do presidente do Sindicato da Indústria de Energia do Estado de Goiás (Sindienergias), Célio Eustáquio de Moura, e da superintendente de Relações do Trabalho da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Sylvia Lorena Teixeira de Sousa. Em pauta, a desmistificação de conteúdos sensacionalistas que circulam nas redes sociais e a orientação prática sobre como aplicar a norma corretamente.

Durante o episódio, eles ressaltaram que a indústria reconhece a importância da proteção à saúde do trabalhador, e que precisa contar com critérios objetivos para aplicar corretamente as exigências. Sylvia Lorena destacou que a CNI trabalha para que a regulamentação estabeleça regras claras e permita uma implementação adequada. “A premissa maior da indústria e da CNI é assegurar a proteção, a segurança e a saúde do trabalhador. Mas as obrigações impostas às empresas devem também ser claras, objetivas, de modo a trazer segurança jurídica”, afirmou.

Para Célio Eustáquio, a preocupação do setor está justamente em garantir que as medidas sejam aplicáveis e possam ser acompanhadas de forma adequada pelas empresas. “A indústria como um segmento se preocupa muito com a saúde mental do trabalhador. Para isso, temos que ter uma instrumentalização adequada. Nós temos que ter um nível de exigibilidade que seja rastreável, controlável”, afirmou. Segundo ele, a adoção correta das medidas é necessária para que as empresas possam se adequar às normas sem comprometer suas atividades.

A aplicação da NR-1 também envolve a identificação dos fatores de riscos psicossociais no ambiente laboral e, quando constatados, sua inclusão no Programa de Gerenciamento de Riscos (PGR), com medidas destinadas a eliminá-los ou mitigá-los. A representante da CNI também reforçou que as empresas devem se preparar e buscar orientação qualificada para implementar as medidas previstas. “É preciso que a empresa avalie o seu ambiente de trabalho para identificar se há ou não esse risco. Se houver, ele deve ser incluído no programa de gestão", explicou.

Outro aspecto destacado no programa foi a necessidade de combater informações equivocadas sobre a norma. Silvia orientou as empresas a recorrerem a profissionais capacitados em segurança e saúde do trabalho para compreender as exigências e evitar interpretações inadequadas. Para ela, a implementação deve ocorrer de forma responsável, mesmo enquanto os critérios da regulamentação seguem em discussão.

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