Com monitoramento inteligente, sucessão familiar consolidada e foco em bem-estar animal, fazenda catarinense transformou a gestão do rebanho e profissionalizou a atividade leiteira
Há mais de 50 anos, a história da propriedade Irmãos Auer começou de forma simples, com apenas duas vacas e muito trabalho manual. Hoje, a fazenda catarinense se tornou referência em gestão leiteira, monitorando mais de 500 animais com tecnologia de precisão e reunindo diferentes gerações da mesma família em torno de um objetivo comum: produzir leite com eficiência, bem-estar animal e sustentabilidade.
A trajetória da família acompanha a própria evolução da pecuária leiteira brasileira. Descendentes de austríacos, os Auer chegaram ao Brasil na década de 1930. Foi ali que o patriarca iniciou a construção do legado que, décadas depois, seria ampliado pelos filhos e netos.
“Meu pai começou com duas vacas, há mais de 50 anos. Foi evoluindo, passando de geração para geração. Eu comecei na frente do negócio com 14 anos e já são quase 40 anos trabalhando nisso”, relembra o produtor João Auer Filho.
O salto mais importante veio a partir de 2010, quando a família decidiu profissionalizar definitivamente a atividade. O primeiro barracão moderno começou a ser construído em 2011 e, alguns anos depois, vieram as tecnologias de monitoramento animal.
“Chegou um momento em que entendemos que precisávamos investir para continuar crescendo. E a juventude também trouxe essa necessidade de trabalhar com tecnologia”, afirma João.
A implantação dos colares inteligentes da Nedap começou em 2019, inicialmente com cerca de 200 animais monitorados. Hoje, mais de 500 vacas utilizam o sistema, que acompanha dados como ruminação, alimentação, cio, saúde e comportamento dos animais em tempo real.
Segundo a médica-veterinária e gerente da Nedap no Brasil, Anna Luiza Belli, propriedades como a Irmãos Auer mostram como a tecnologia deixou de ser apenas uma ferramenta operacional para se tornar estratégica dentro da produção leiteira.
“A tecnologia permite que o produtor tome decisões mais rápidas e assertivas. O monitoramento contínuo dos animais traz informações valiosas sobre saúde, reprodução, nutrição e manejo, permitindo antecipar problemas e melhorar os índices produtivos da fazenda”, destaca Anna Luiza.
Na rotina da fazenda, os dados se transformaram em ferramenta essencial para a tomada de decisão. A médica-veterinária Caroline Auer, filha de João e supervisora técnica da leitaria, explica que o monitoramento começa logo no início do dia.
“A primeira coisa que fazemos quando chegamos na fazenda é sentar na frente da tela do computador e observar como está o rebanho. Avaliamos os alertas de saúde, cio, mudanças de comportamento e associamos tudo ao histórico do animal”, explica Caroline.
Ela destaca que, antes da implantação do sistema, o acompanhamento era totalmente visual e individual.
“Antes precisávamos observar animal por animal. Hoje, sentamos na frente da tela do computador e temos controle sobre todo o rebanho. Isso facilita os tratamentos e melhora a tomada de decisão”, afirma.
Além da reprodução, o sistema passou a ter papel importante na prevenção de doenças e no manejo dos animais. Um dos exemplos veio durante o processo de secagem das vacas, quando os alertas dos colares mostraram sinais claros de estresse nos animais.
“Percebíamos queda na ruminação, redução na alimentação e aumento do tempo ocioso logo após a secagem. Então criamos uma estratégia de adaptação gradual na dieta e no manejo antes desse processo. Depois disso, os alertas praticamente desapareceram”, conta Caroline.
Para João Auer Filho, a tecnologia se tornou indispensável dentro da operação. “Hoje eu vendo as vacas, mas não vendo os colares”, brinca o produtor. “Com a quantidade de animais que temos hoje, não me vejo mais trabalhando sem essa tecnologia.”
A conexão entre tecnologia, gestão e pessoas também ganhou força dentro da propriedade. Douglas Diego Lopatini, da Ordemilk — parceira da fazenda na implantação dos sistemas — acompanha de perto essa evolução.
“O colar deixou de ser apenas uma ferramenta de detecção de cio. Hoje ele auxilia muito na identificação precoce de doenças e no acompanhamento do comportamento dos animais. Muitas vezes o alerta aparece antes mesmo de o produtor perceber algum sintoma visual”, explica.
Segundo ele, o uso dos dados também aumentou o engajamento da equipe da fazenda. “Quando os colaboradores conseguem visualizar os números, os gráficos e os resultados do próprio trabalho, passam a participar mais do processo e entendem melhor a importância do manejo correto”, afirma.
Apesar de toda a modernização, a essência familiar segue sendo um dos pilares da propriedade Irmãos Auer. A sucessão entre gerações aconteceu naturalmente, mantendo o vínculo da família com a atividade leiteira.
“Meu avô passou para o meu pai, meu pai passou para nós e agora já estamos passando para os filhos”, resume João.
Entre tradição, inovação e continuidade familiar, a propriedade Irmãos Auer mostra como a tecnologia pode caminhar lado a lado com a história construída no campo, sem perder as raízes que sustentaram tudo desde o começo.
Sobre a Nedap N.V.
A Nedap cria tecnologia para a vida: soluções tecnológicas que ajudam as pessoas a serem mais bem-sucedidas e felizes em suas vidas pessoais e profissionais. A Tecnologia de Gêmeo Digital da Nedap conecta os mundos físico e digital, oferecendo insights em tempo real e automação nas áreas de pecuária, saúde, varejo e segurança.
A Nedap Livestock ajuda os produtores a otimizarem o desempenho e o bem-estar de cada vaca, ao mesmo tempo que reduz a carga de trabalho e o uso de recursos. Dessa forma, a Nedap melhora a vida na fazenda tanto para as pessoas quanto para os animais, contribuindo para a otimização da pegada ambiental das fazendas leiteiras em todo o mundo.
Saiba mais: www.nedap-livestockmanagement.com/pt/




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