Defesa de ministro do STJ diz que provas afastam acusações analisadas pelo CNJ

De acordo com advogados de Marco Aurélio Buzzi, testemunhas ouvidas afirmaram não ter presenciado episódios de assédio sexual

  • A defesa do ministro Marco Aurélio Buzzi alega que provas no CNJ afastam as acusações contra ele.
  • Testemunhas e evidências técnicas indicam que não houve importunação na Praia do Estaleiro.
  • Depoimentos sustentam que não ocorreram episódios de assédio no ambiente de trabalho do ministro.
  • A defesa espera que o CNJ reconheça a inocência do ministro ao final do processo.

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Procedimento disciplinar envolvendo o ministro segue em análise no CNJ Sergio Amaral/STJ - Arquivo

A defesa do ministro Marco Aurélio Buzzi, do STJ (Superior Tribunal De Justiça), afirma que a instrução probatória realizada nesta quinta-feira (11), no processo disciplinar em tramitação no CNJ (Conselho Nacional de Justiça), reuniu elementos que afastariam as acusações de assédio sexual apresentadas contra o magistrado.

A investigação envolvendo Buzzi começou após uma jovem de 18 anos acusá-lo de importunação sexual na Praia do Estaleiro, em Santa Catarina. Posteriormente, uma servidora pública também denunciou o ministro por crime sexual no ambiente de trabalho. Por conta das acusações, o magistrado está afastado das funções no tribunal.

Segundo os advogados de Buzzi, depoimentos de testemunhas, imagens de câmeras de segurança, laudo médico e perícia técnica concluíram que não houve o episódio de importunação relatado na praia catarinense.

Em relação às alegações envolvendo o ambiente de trabalho, a defesa sustenta que a apuração demonstrou não haver condições para que o ministro e uma servidora permanecessem sozinhos no gabinete nas circunstâncias descritas na denúncia. Ainda de acordo com os advogados, as testemunhas ouvidas afirmaram não ter presenciado episódios de assédio ou comportamento inadequado.

A defesa também declarou respeitar a decisão das denunciantes de não prestar depoimento durante as audiências, mas argumentou que a ausência desses relatos limitou o esclarecimento dos fatos no decorrer da investigação.

O procedimento disciplinar segue em análise no CNJ. A defesa afirmou confiar na atuação da comissão responsável pelo caso e disse esperar que a conclusão do processo reconheça a inocência do ministro.

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