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| Dalvâni Elias Dorn |
Urologista alerta para fatores de risco
que podem ser modificados ao longo da vida
Segundo o urologista do Hospital São
Mateus, Dalvâni Elias Dorn, muitas pessoas desconhecem que hábitos e condições
de saúde aparentemente comuns podem influenciar diretamente o risco de
desenvolver tumores renais ao longo da vida.
“Grande parte dos fatores associados aos
tumores renais pode ser modificada. Evitar o cigarro, manter o peso adequado,
controlar a pressão arterial e adotar hábitos saudáveis são medidas importantes
para reduzir esse risco”, destaca.
Segundo estimativas do Cancer Global
Observatory (Globocan), foram registrados 11.090 novos casos da doença no
Brasil em 2022, sendo 7.048 em homens e 4.042 em mulheres. Já o Atlas da
Mortalidade por Câncer aponta que o câncer de rim foi responsável por mais de
4.500 mortes no país em 2024.
A ausência de sintomas nas fases iniciais
faz com que muitos casos sejam descobertos apenas durante exames de imagem
realizados por outros motivos, muitas vezes sem que houvesse suspeita prévia de
câncer.
De acordo com o especialista, esse é um
dos principais desafios para o diagnóstico precoce e explica por que muitos
pacientes recebem o diagnóstico de forma inesperada.
“Hoje, grande parte dos tumores renais é identificada durante ultrassonografias, tomografias ou ressonâncias realizadas por outros motivos. Isso permite detectar lesões menores e em estágios mais precoces, ampliando as possibilidades de tratamento e as chances de cura”, explica.
Os sintomas costumam surgir apenas em
fases mais avançadas. Entre os principais sinais de alerta estão sangue na
urina, dor persistente na região lombar, presença de massa abdominal, perda de
peso sem explicação, fadiga, febre recorrente, anemia e alterações
laboratoriais sem causa aparente.
Diagnóstico precoce faz diferença
Quando identificada ainda restrita aos
rins, a doença apresenta excelentes perspectivas de tratamento. Nesses casos,
as taxas de sobrevida podem superar 90%, reforçando a importância do
diagnóstico precoce.
Além de ampliar as chances de cura, a
identificação em estágios iniciais permite abordagens menos agressivas e mais
individualizadas. A evolução das técnicas cirúrgicas e dos tratamentos
disponíveis também ampliou as possibilidades terapêuticas nos últimos anos.
A cirurgia permanece como o tratamento
padrão para a maioria dos tumores localizados. Sempre que possível, busca-se
preservar parte do órgão por meio da nefrectomia parcial, procedimento que
remove apenas a área afetada e mantém o restante do rim saudável.
Nos últimos anos, os avanços tecnológicos
também contribuíram para a evolução do tratamento. Técnicas minimamente
invasivas, como a laparoscopia e a cirurgia robótica, passaram a oferecer
procedimentos mais precisos, menor impacto ao organismo e recuperação mais
rápida aos pacientes.
Além disso, terapias-alvo e imunoterapia
transformaram o tratamento dos casos avançados, proporcionando maior controle
da doença e melhor qualidade de vida.
A informação continua sendo uma das
principais aliadas no combate à doença. Por isso, especialistas reforçam a
importância da prevenção, do acompanhamento médico regular e da atenção aos
fatores de risco.
“Quando identificado precocemente, o câncer de rim apresenta elevadas chances de cura. Por isso, a prevenção, a atenção aos fatores de risco e o acompanhamento médico regular continuam sendo fundamentais”, finaliza o urologista.





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